sexta-feira, 6 de maio de 2011

Homossexualismo e Pedofilia

por Leonardo Bruno

O movimento homossexual se escandaliza quando os conservadores ligam o crescimento da homossexualidade com a pedofilia militante. Poder haver exageros nessa ligação, uma vez que nem todo pedófilo é necessariamente homo, como também nem todo homossexual é necessariamente pedófilo. Todavia, essa conclusão, por mais exagerada que seja, é, em parte, verdadeira. Os movimentos pedófilos mais agressivos e violentos que rondam nos países ricos têm claras conotações homossexuais. Na Europa e nos Eua há um crescimento vertiginoso da pedofilia e sua associação ao movimento gay. Na verdade, essa militância assumida já existe como prática política. No Canadá, o movimento gay exige a diminuição da idade sexual para menores, em específico, a descriminalização de relação entre adultos e adolescentes, cujas faixas etárias são quase infantis. Na Holanda, um partido pedófilo, declaradamente homossexual, exige a legalização das relações “homoeróticas” entre adultos e crianças, sem contar o sexo com animais. E na Inglaterra, e mesmo em alguns estados norte-americanos, crianças são ensinadas a absorverem valores politicamente corretos, como historinhas de conto de fadas homossexuais, de príncipes que rejeitam princesas e se casam com príncipes e filhos com dois pais ou duas mães. Se isso não bastasse para abrir os olhos de uma sociedade vilipendiada nos seus valores, os homossexuais já “casam” e adotam crianças em alguns países do mundo!


E por falar em “casamento gay” e adoção de crianças por homossexuais, nada mais assustador do que um projeto de engenharia social, que tem por finalidade, destruir o modelo familiar cristão tradicional. Muitos ainda não perceberam a extrema gravidade que é a negação dos modelos do pai e da mãe na formação da criança. O universo familiar consagrado pela heterossexualidade e pelo papel do homem e da mulher será radicalmente transformado em um novo modelo, que é simplesmente a destruição de qualquer referencial moral. De uma maneira monstruosa, a homossexualidade militante, radical, niilista, vai inventar uma estrutura familiar ficcional. As crianças, em poder dos homossexuais, serão expostas e um tipo de doutrinação e de comportamento totalmente desvirtuado de uma sexualidade saudável. Serão induzidas a crerem que a homossexualidade é algo natural. E se elas serão educadas dessa forma, a homossexualidade vai deixar de ser uma mera exceção nas famílias, para se tornar uma regra, tanto quanto educar crianças por famílias normais. Em outras palavras, a homossexualidade deixará de se tornar um mero desvio de sexualidade, para se tornar uma cultura e um fundamento moral.

A perversão aí tem várias facetas: primeiro, se a homossexualidade é elevada no mesmo plano moral da heterossexualidade, a distinção moral e ética entre os comportamentos sexuais será destruída. Se os casamentos gays são reconhecidos, logo, a família tradicional será invalidada por novas formas comportamentais, cujos dilemas serão os mais duvidosos possíveis. E se os homossexuais podem educar crianças, inclusive, induzindo-as a modelos homossexuais de conduta, vamos ver movimentos mais bizarros querendo reivindicar o direito de educá-las. Se a homossexualidade pode ser modelo de família, qualquer coisa pode. A família tradicional está sendo vítima de um terrível processo de inversão moral, que vai destruir as bases da sociedade. E o agente dessa transmutação cultural será a infância, exposta, desprotegida, como joguete de um modelo perverso de educação moral. É perfeitamente explicável a tendência politicamente correta de induzir os menores a seguirem modelos homossexuais em contos de fadas, educados em aulas de sexualidade precoce. Isso é um meio caminho a outra prática nociva, que está ganhando os bons ares da militância sexual:
o movimento pedófilo, em sua conotação homossexual.

A destruição dos padrões morais claros de sexualidade, no que diz respeito ao comportamento hetero e mesmo à família tradicional, nos levará a um relativismo moral tal, que ainda vai se ver a legalização de algo tão monstruoso como a pedofilia. Ora, a adoção de filhos por casais homossexuais é somente o primeiro passo dessa longa engenharia social. Isso não é o bastante: já se tenta criminalizar a rejeição contra a homossexualidade. Não somente as crianças são bombardeadas com contra-valores, como os adultos são perseguidos e mesmo ameaçados de condenação, por rejeitarem, de pleno direito, uma conduta sexual que não os agradam. Um pai que educa uma criança para a heterossexualidade pode ser presa, simplesmente por ensinar a seu filho a rejeitar a homossexualidade. O homossexualismo foi sacralizado!

Vê-se uma quebra total de referências sociais no âmago da moral cristã, em que a sociedade se permite ao livre direito e exercício dos homossexuais ditarem valores, de forma ditatorial. Se juizes, legisladores, jornalistas e formadores de opinião dão incremento à exposição de nossas crianças serem educadas como homossexuais, o que impede de outros grupos reivindicarem o mesmo direito? Muitos vão objetar, afirmando que a homossexualidade não é a mesma coisa que pedofilia. E que ser homossexual não é produto da cultura, mas da individualidade. No entanto, não é menos grave que homossexuais induzam crianças a um comportamento nocivo, tanto do ponto de vista social, como individual. Isso porque o relativismo moral da família dá os argumentos suficientes ao movimento pedófilo para legalizar suas práticas, na idéia de que a sexualidade é predeterminada em cada indivíduo e que crianças podem ter vida sexual ativa (e que tais restrições sexuais apenas têm fundo moral). Se o fundamento moral básico da sexualidade é ignorado, que fundamentos podem se embasar a família, a educação e proteção das crianças?

A falácia do argumento determinista da sexualidade, declarado por militantes homossexuais, em geral, e pedófilos em particular, é revelada quando eles lutam para minar e mesmo destruir uma soma de crenças e valores morais comuns que orientam para a heterossexualidade. Ora, a sexualidade de um indivíduo é influenciada tanto por fatores biológicos, como educacionais e psicológicos e só, muito raramente, por fatores genéticos, o que dá a entender que há uma relação entre escolha e orientação moral no sexo. Na verdade, o aspecto biológico determinante é a heterossexualidade, que não somente é óbvia, como essencial a preservação da espécie humana! Todavia, a sexualidade, em si mesma, não é somente um dado da natureza, como um juízo psicológico e moral, de como agir em relação a este dom. Daí o valor ético que a sociedade dá ao relacionamento heterossexual, por ser um dado natural e essencial da espécie. E daí a marginalização de outras condutas sexuais, ora por serem perversas, ora por serem contrárias ao decurso natural do sexo, que é a procriação e a relação natural hetero. É claro que a orientação moral tradicional não compreende somente uma visão naturalista do sexo. Ela compreende também limites, regras e normas de como o indivíduo deve orientar seus instintos e desejos sexuais, e mesmo suas emoções e laços de amor. A heterossexualidade, e tão somente ela, é que dá fundamento ao casamento e mesmo à educação dos filhos, e demais instituições da família, porque ela é a única conduta sexual capaz de gerá-los, como também de orientá-los. Na prática, a moralidade é um dos mecanismos que faz o homem se distinguir dos animais, ao racionalizar as condutas instintivas. E a moralidade tradicional hetero, inspirada no cristianismo, é que faz a distinção das pessoas sexualmente sãs, dos homossexuais, dos pedófilos, dos zoófilos e de outras práticas sexualmente nocivas.

Porém, o princípio implícito da militância homossexual não é o dever moral e sim o hedonismo. O juízo de valor que os militantes homossexuais fazem do sexo não é em si moral, mas do ponto de vista do desejo. Em suma, o sexo e o prazer são fins em si mesmo. Curiosamente, essa lógica é uma característica de qualquer movimento de cunho sexual libertário, embora os homossexuais, e mesmo os pedófilos, saibam declará-lo como ninguém. Como o desejo parece abranger a negação de uma orientação ética majoritária e de instituições consagradas, e mesmo uma revolta contra a condição natural da espécie humana, tais exigências do movimento se mostram profundamente destrutivas. Por isso, exigem legitimarem uma nova forma de família e de matrimônio que são totalmente contrários à moral, aos bons costumes e mesmo à sensatez elementar da conduta sexual humana. A nivelação sexual que os homossexuais tentam fazer em relação à heterossexualidade nunca é vista pelo plano biológico e moral, mas, do ponto de vista do desejo, ignorando os fins sexuais que levam cada conduta. E como a sociedade sofre a chantagem de ser chamada de “preconceituosa”, “discriminatória”, por um bombardeio desonesto da propaganda, de ongs riquíssimas, e mesmo da mídia festiva, muitas pessoas honestas, acuadas, pressionadas, acatam aquilo que é contrário aos seus princípios.

E se o desejo ou mesmo o prazer são os valores mais elevados que estes movimentos invocam como juízos de valor, o que impede, substancialmente, de se oficializar a pedofilia? Alguns afirmarão: as crianças não têm discernimento; elas não consentem; é um ato de violência. Porém, não é o que dizem os apologistas do prazer absoluto com menores. Se as crianças podem sentir estímulos ou prazer, na visão deles, logo, isso não é mal para elas. E se os homossexuais podem manipular a consciência das crianças, através de uma inversão moral da sexualidade, por que os pedófilos não poderiam? Qual seria a diferença entre induzir uma criança à homossexualidade e abusá-la sexualmente? Obviamente que o abuso sexual é bem mais violento. Contudo, induzir crianças a crerem em referenciais perversos de conduta não é menos repugnante. E se há a quebra dos padrões de educar as crianças, já que, supostamente, a velha família tradicional é vista como “ultrapassada”, logo, não há modelo algum em como julgar o mais apropriado a dar acolhida a elas.

Não é por acaso que o movimento pedófilo tem sólida força no movimento homossexual. Ainda que nem todos os movimentos homossexuais sejam pedófilos, a idéia mesma de uma relativização absoluta dos padrões de moralidade leva a isso. Hoje, serão os homossexuais educando nossas crianças e nivelando na mesma proporção o desejo deles com a sexualidade delas. Depois serão outros tipos devassos, exaltando “novos” modelos de família, já que as prioridades sexuais dos pais são subjetivas. E aí, aparecerão os pedófilos, cujo amor pelas crianças é bastante conhecido, por assim dizer! E o que será da pureza de nossas crianças, sujeita a todo tipo de taras sexuais?

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