segunda-feira, 25 de julho de 2011

As Consequências do Politicamente Correto

por Brett Stevens

Forçar as pessoas a usarem códigos de fala que negam problems óbvios, ao invés, faz com que essas pessoas voltem-se para a violência. Suprimir desejos naturais por sociedades orgânicas trará mais violência, e não menos.

Ninguém nega que as explosões e o ataque armado de ontem na Noruega constituíram um grande horror. Após uma longa sequência de horrores no século XX, nós achávamos que estávamos livres dessas coisas, mas como os eventos de 11 de Setembro de 2001 até ontem sugerem, nós não estamos.

Quanto todos os nossos esforços falham em resolver os problemas, nós temos que pensar que a causa desses problemas ainda permanecem. Nós podemos ter derrotado uma instância deles, mas a irregularidade subjacente qualquer que continua criando o problema permanece sem ser afetada.

Eu gosto de comparar esse raciocínio com rodamoinhos em banheiras e lagos. Você pode interromper o rodamoinho colocando uma rolha nele. Porém, a causa do rodamoinho é um choque de correntes através de um corpo de água, e isso recria o rodamoinho assim que você pára de interrompê-lo.

Quando nós embarcamos na Primeira Guerra, a "guerra para acabar com todas as guerras", nós fizemo-lo com a crença do século anterior de que o nacionalismo era ruim. Os novos Estados-Nações substituiriam os Estados nacionalistas e nós teríamos paz.

Essa crença por sua vez resultou da revolução liberal/esquerdista na França em 1789, que terminou no assassinato de milhares de homens, mulheres e crianças. Os revolucionários franceses queriam um fim para qualquer reino, a não ser o reino do indivíduo.

Eles viam o indivíduo como a vítima da sociedade, forçado a fazer coisas que não estavam em seus interesses, por noções abstratas como cultura e nação. Eles queriam destruir tudo isso e substitui-lo com cidadãos do globo, fazendo apenas o que quisessem fazer.

A Primeira e a Segunda Guerra Mundiais herdaram esse dogma. O estado democrático moderno - com seu esteio moral, base centífica, e maquinaria industrial - travou destruição contra os Estados nacionalistas. Presumia-se que os Estados nacionalistas eram a causa do conflito, e não estavam defendendo-se preventivamente.

Isso culminou em uma Guerra Fria, que foi um conflito entre dois tipos de Estado moderno, um democrático e um comunista. Os comunistas finalmente desintegraram-se porque seus cidadãos perderam qualqur senso de lealdade para com a Nação em si, e ao invés trabalhavam para a própria gratificação às custas do coletivo.

Com o fim da Guerra Fria, nós experimentamos uma grande fusão. O Ocidente tornou-se mais esquerdista mantendo ao mesmo tempo sua base consumista; o Leste tornou-se menos esquerdista adotando uma nova base consumista. O resultado foi um híbrido baseado no ideal democrático.

Esse ideal é a noção do indivíduo tem liberdade igual e fazendo o que quiser, sem ter qualquer obrigação em relação à cultura, história, tradição, herança, costumes ou mesmo bom-senso. O indivíduo está finalmente "livre" sobre esse sistema, com advertência: ele deve apoiar esse sistema, que é uma ideologia política, não uma cultura.

Como um resultado desse ideal, qualquer pessoa que demandasse um padrão social tornava-se O Inimigo. Fazer regras para qualquer um com exceção de si mesmo é realmente maligno, todas as pessoas modernas concordam, exceto por aquela regra que diz que ninguém pode fazer regras. É uma não-ideologia que é atraente porque justifica o egoísmo.

Nós conseguimos nos safar com nossa não-ideologia porque até agora, nós não nos deparamos com qualquer problema que precisasse ser resolvido. Nós podemos sempre nos mudar da vizinhança ruim, arranjar outro emprego, colocar tudo no cartão de crédito, e fazer qualquer outro número de coisas para desviar dos problemas.

Dessa não-ideologia vem a noção do politicamente correto, ou um tipo de códico comportamental e verbal que reforça essa não-ideologia. Esse reforço começa com aqueles em relação aos quais devemos sentir pena. Nós os defendemos de modo que o ideal de tolerância universal e liberdade seja defendido.

Isso por sua vez cria uma sociedade com duas falhas fatais. Primeiro, qualquer indivíduo, se for irracional, pode sabotar um processo afirmando ser vítima dele, levando a um "compromisso" que nos rouba de qualquer direção. Segundo, nenhum padrão social pode ser criado porque isso requeriria que os indivíduos abrissem mão de um pouco de "liberdade".

Por essas razões, nós seguimos um tipo de inércia que nos leva a mais da mesma coisa que nós temos feito. Quando problemas surgem em nossa vizinhança, nós nos mudamos para os subúrbios; se nossos carros são um lixo, nós compramos duas vezes mais. Todo o processo da vida tornou-se escravo dos detalhes.

O resultado final é que aqueles que podem erguer-se acima do rebanho e fazer coisas boas não são reconhecidos; em verdade, eles são ostracizados e humilhados por aqueles que demandam liberdade igual para todos os indivíduos. Nossa sociedade efetivamente odeia líderes e especialistas, e os substitui por tagarelas torpes e políticos condescendentes.

O politicamente correto assassinou a discussão política no Ocidente como resultado. Qualquer idéia além do híbrido esquerdista-consumista ("todo mundo faz o que quiser, e o governo prende os encrenqueiros") é silenciada. Qualquer um que erga-se acima do resto em habilidade mental é acusado de ser estúpido. Nada é realizado.

Esse nível de frustração culmina em eventos como o que ocorreram na Noruega, ou nos massacres escolares no passado recente, ou mesmo na milícia de Hutaree, no massacre de Virginia Tech e em Tim McVeigh. A civilização ela mesma tornou-se uma opressora porque por insistir nos direitos dos indivíduos, ela destrói nosso direito de ter uma civilização estável e sadia.

Vejamos o que Anders Behring Breivik escreveu:

" - Cultura Conservadora (preservação da ordem/patriótica/nacionalista/monuculturalista)
  - Marxismo Cultural (internacionalista/multiculturalista/cosmopolita/globalista)

Porém, a maioria dos humanistas mas também muitos liberais são anti-nacionalistas, e são portanto por definição também marxistas culturais. Você pode promover ou o multiculturalismo (marxismo cultural) ou a monocultura (nacionalismo); não há meio-termo, ainda que a maioria não queria admitir isso ainda.

(...)

O problema é que a Europa perdeu a Guerra Fria em 1950: o momento em que permitiu que marxistas/anti-nacionalistas tomassem livremente, sem restrições as posições de poder que eles podiam ter e as posições de poder que eles tinham a oportunidade de obter (particularmente posições como professores).

O resultado, particularmente na Noruega e Suécia, é que atitude marxistas extremistas (dos marxistas culturais e humanistas) tornaram-se aceitáveis/quotidianas enquanto as velhas verdades estabelecidas do patriotismo e do conservadorismo cultural hoje são rotuladas como extremismo. Atitudes anti-nacionalistas infelizmente, tornaram-se não apenas a norma mas são necessárias como atitude fundamental para ser possível subir na hierarquia sócio-econômica.

(...)

Para mim é muito hipócrita tratar muçulmanos, nazistas e marxistas diferentemente. Eles são todos defensores de ideologias de ódio."

Nossa sociedade suprime qualquer discurso que não seja politicamente correto. Quando você para as pessoas de expressarem o que elas querem, e até mesmo força a sociedade a ser granular de tal modo que nenhum indivíduo pode escolher uma ordem social, as pessoas vão resistir.

Nossa sociedade esquerdista-consumista nos permite trabalhar, comprar e participar em qualquer número de atividades pessoais. Nós não podemos mudar a sociedade em si. É o perfeito sistema pós-totalitário: nos controla sem fazê-lo visivelmente, e nos compele a esmagar aqueles que ameaçam nossa "liberdade".

Suprimir instintos naturais como o desejo por um Estado orgânico - um construído sobre [herança, cultura, valores compartilhados, língua e costumes] ao invés de [dogma político, comércio, e popularidade] - sempre causa uma conflagração. Ao demonizar idéias que devemos discutir, nós garantimos o terrorismo.

De modo a preservar a memória das vítimas em Oslo e Utoya, nós deveríamos reconsiderar nosso caminho trilhado até agora sem questionamentos. Ao invés do politicamente correto, nós devemos falar sobre as coisas que tememos, e parar de cercar as pessoas em cantos das quais a violência é a única saída.

Nenhum comentário:

Postar um comentário