sexta-feira, 22 de julho de 2011

Simon Sheppard - Como o Feminismo levou a Duas Guerras Mundiais

por Simon Sheppard



No seguinte artigo eu tentarei demonstrar, por uma sequência de progressão lógica, que a ascensão do "Feminismo" levou diretamente a duas desastrosas Guerras Mundiais envolvendo a morte de 50-60 milhões de pessoas e muitos outros efeitos sociais e econômicos adversos. O ensaio tentará abordar os mecanismos subjacentes - de modo geral, ao invés dos detalhes - e levanta as seguintes hipóteses: que os seres humanos evoluíram e que suas características devem ser expressadas tanto individualmente e coletivamente para que sejam evolutivamente viáveis.

Sufragistas e Guerra

O movimento sufragistas nasceu na Grã-Bretanha nos anos anteriores à Primeira Guerra Mundial, e essa campanha de desobediência civil, incêndios criminosos e greves de fome por prisioneiras culminou no Parlamento dando direitos de voto às mulheres em janeiro de 1918, 10 meses antes do fim da Guerra. Emmeline Pankhurst e sua filha mais velha Christabel declararam uma trégua pela duração da Guerra, e seis dias após o governo britânico soltou todas as prisioneiras sufragistas.

O direito foi dado às mulheres até mesmo antes de estar amplamente disponível para os homens: à época apenas proprietários homens podiam votar. Em verdade, até a Primeira Guerra Mundial as mulheres, sendo as responsáveis pela contratação de empregados domésticos, eram as principais empregadoras, e dar direitos políticos a até mesmo uma minoria das mulheres era consolidar sua elevação por sobre milhões de homens. Lord Cuzon, sogro de Sir Oswald Mosley, argumentou em oposição à lei que limitar o voto a mulheres acima dos 30 anos era uma restrição completamente arbitrária que simplesmente não poderia durar. Ele afirmou ao Parlamento que estender o direito de voto a mulheres era "uma vasta, incalculável, e quase catastrófica mudança... que era sem precedentes na história e sem justificativa na experiência." Curzon, e muitos outros desde então, afirmaram que após dar às mulheres o direito a voto ele nunca poderia ser retirado, mas isso é uma visão de curto prazo.

Nós deveríamos perguntar, e buscar uma resposta precisa para a pergunta: Foi uma coincidência que o governo britânico deu às mulheres o voto precisamente no mesmo momento histórico no qual dirigia uma rixa de sangue de uma selvageria não vista há séculos? Medidas extraordinárias foram tomadas para prevalecer na Primeira Guerra Mundia, e medidas extraordinárias foram tomadas ao invés de aceitar-se as ofertas de paz alemães e americanas que foram feitas, especialmente durante Dezembro de 1916. Ademais, é geralmente aceito que a Primeira Guerra Mundial levou diretamente à Segunda.

Por volta de 1700 e pelos dois séculos subsequentes, conflitos entre nações européias haviam tornado-se quase ritualizadas. Baixas eram mínimas, já que os combatentes de ambos lados consistiam de conscritos temporários, conscientes de que seu papel principal era permitir que algum nobre provasse sua superioridade em coragem e tática a seus pares. Nas recriminações subsequentes à famosa Carga da Brigada Leve de 1854 realizada na direção errada, o Conde de Cardigan disse que não era "parte do dever de um General lutar o inimigo entre soldados." Tendo liderado sua cavalaria em batalha ele não havia confrontado-se com alguém de patente equivalente com quem ele pudesse, segundo os protocolos de sua época, lutar. Central à noção prevalescente de "guerra civilizada" era que os civis tinham que ser respeitados: exércitos comprariam suprimentos de habitantes locais e às vezes ficam sem eles caso compras não pudessem ser realizadas. Essa foi a era na qual Thomas Cook teria organizado excursões para assistir próximo às batalhas enquanto tomava chá e comia sanduíche de pepino, uma era que praticamente havia acabado quando do surgimento do século XX.

Um rompimento inicial dos padrões aceitos de guerra civilizada teve lugar quando navios alemães bombardearam os portos e cidade inglesas de Hartlepool, e os portos de pesca de Scarborough e Whitby, em 16 de Dezembro de 1914, apenas algumas semanas após a declaração de guerra britânica contra a Alemanha. Isso seguiu-se logo após com o ataque aéreo alemão contra a Grã-Bretanha em 21 de Dezembro de 1914 e o primeiro ataque Zeppelin em 19 de Janeiro de 1915. Porém estes ataques haviam sido precedidos pela "Destruição de Louvain" de Agosto de 1914 e possivelmente por eventos ocorridos durante as Guerras Bôeres.

Qualquer tenha sido a ocasião que formou o precedente, as tradições militares dos dois séculos anteriores foram rompidas; daí em diante os europeus enfrentariam-se sem limitações. F.J.P. Veale descreveu a situação como segue:

"De motivos patrióticos, primeiramente para ajudar no esforço de guerra e depois para justificar os termpos ditados de paz, historiadores profissionais, muitos deles homens de grande eminência e conhecimento, trabalharam para confirmar e endossar o Mito do Kaiser Maligno. Uma vez, porém que isso havia sido exposto como uma ficção propagandista imprudente, eles foram incapazes de descobrir qualquer explicação geralmente aceitávei para o frenesi homicida cego que assumiu controle da Europa durante o período de 1914-1918, e finalmente eles resignaram-se e deixaram o problema para ser solucionado por psicólogos e psiquiatras."

Evolução e Guerra

Os homens tem subjugado as mulheres através da história por muitas razões, mas uma provavelmente deve ter sido a dominante: a necessidade de controlar níveis populacionais. O antropólogo Marvin Harris afirma que uma súbita elevação populacional por volta de 10.000 a.C. levou a uma queda imediata no nível de vida, e praticamente não houve redução populacional desde então. Para ilustrar isso, a população em 1570 de duas cidades européias, Hull e Amsterdã, era de 4.600 e 30.000 respectivamente. Por volta de 1970 essas duas cidades haviam crescido para conter 286.000 e 831.000 pessoas; uma queda subsequente é trivial em comparação (1991: 266.000 e 703.000). Um crescimento comparável ocorreu na América do Norte mas em um período mais curto. Parto e tentativas de induzir abortos eram as principais causas de mortalidade feminina antes de 10.000 a.C., segundo Harris. O autor presente propõe que níveis populacionais, especialmente a densidade populacional, determinam uma medida objetiva de influência feminina e 10.000 a.C. foi a data aproximada na qual a sociedade deixou de ser uma patriarquia. População elevada beneficia a fêmea; um de seus efeitos, possivelmente o primário, é que as estratégias masculinas de caça são perturbadas.

Apenas seres humanos e formigas vão à guerra, estas duas espécies de animal social em estado evolutivo avançado. Estima-se que as formigas tem evoluído por 600 milhões de anos enquanto os seres humanos existem por volta de apenas 2 milhões de anos. O rápido avanço dos humanos é devido em parte àquilo uqe Darwin chama "transmissão igual de caracteres." Isso, e o instinto feminino de tornar a tarefa do macho o mais difícil possível, melhorando sua aptidão, envolve o macho, à longo prazo, competindo com uma cópia parcial de si mesmo. Isso pode ser considerado com uma expressão sutil da estratégia Tit for Tat [olho por olho; retaliação equivalente], uma estratégia muito comum e robusta na natureza. Se ela é sutil, ela certamente não é ineficaz.

Suponha que o macho evolua a habilidade de suprimir seu impulso instintivo imediato de usar a força bruta, ao invés aplicando a lógica e a inteligência para prevalescer. Isso pdoe ocorrer no caso de um macho velho, com força decaindo, buscando manter sua posição de dominação sobre um grupo de fêmeas ou território, usando sua inteligência pare resistir a tentativas de deposição por machos mais jovens e mais fortes. Pela transmissão igual de caracteres a fêmea herda sua força de vontade, aplicando-a para suprimir seu próprio desejo instintivo por sexo, substituindo o que anteriormente era sua submissão automética e involuntária como no cruzamento animal. Então a fêmea demanda esforços mais desgastantes por parte do macho antes que ela submeta-se; ela ergue os custos do sexo por meio de sua recusa. A política feminina é erguer os custos do sexo, a masculina é reduzi-los. Uma engenhosidade constante é requerida do macho para que ele esteja sempre um passo a frente da fêmea, que é tanto seu oponente como seu simbionte, acelerando o processo evolutivo e aumentando a aptidão da raça como um todo.

O argumento às vezes proposto de que a Guerra serve para limitar a população não possui base na realidade. O crescimento populacional é uma função do número de fêmeas reprodutivas, e essa é a origem do infanticídio feminino como praticado na pré-histórica e que persiste em algumas regiões hoje, notavelmente na China.

Análise Procedimental

A Análise Procedimental é um novo sistema de análise comportamental humano proposto por este autor. Referindo-se à Tabela 1, as fêmeas preferem sinais e símbolos porque eles são ambíguas e portanto manipulativos, enquanto machos preferem marcadores e controles porque eles são não-ambíguos e geralmente envolvem a riqueza que o macho cria. Comportamentos são considerados como masculinos ou femininos segundo eles sejam vantajosos para a propagação de genes masculinos ou femininos. A política masculina ótima para a propagação de seus genes é impregnar a maior quantidade possível de fêmeas reprodutivas, enquanto a política feminina ótima é assegurar um único parceiro de longo prazo de aptidão excepcional que permanecerá com ela e sustentar-lhe-á enquanto ela cria os filhos.

Tabela 1: Categorias Básicas de Procedimento



Definição
Exemplos
Sinal (F)
Um gesto, particularmente sexual que serve para atrair um parceiro.
O Sinal Acidental (p.ex. derrubar uma bebida) que é uma provocação por ajuda masculina, da qual um relacionamento e progênie podem resultar.
Marcador (M)
Uma indicação não-ambígua de envolvimento.
Falar com alguém; pagar uma bebida; uma mulher consertando ou passando as roupas de seu parceiro.
Símbolo (F)
Quando uma coisa quer dizer outra.
Um convite para uma chícara de café: tradicionalmente, esse é um convite para partilhar no ritual de sua preparação, e para conversar.
Controle (M)
Uma solicitação que gera uma resposta fixa e pré-determinada.
Chamar o nome de alguém. Um estado no qual controles são emitidos (p.ex. estar casado) é chamado um estado controlado.

Os machos buscam obter sexo físico enquanto as mulheres, geralmente, buscam evitá-lo. O custo para a fêmea de ficar grávida para um macho que a abandona pouco depois da cópula são enormes, enquanto para o macho nessa situação eles são insignificantes. A origem de muitos procedimentos femininos é que eles compensam pela maior força física masculina. As fêmeas abominam violência porque se força for empregada elas quase invariavelmente perdem.

O jogo masculino/feminino é um jogo de opostos. Aplicam este simples porém poderoso e acima de tudo preciso modelo, o instinto masculino é competir (maximizar aptidão) enquanto o instinto feminino é conspirar (erguer o custo do sexo e impor monogamia). As fêmeas instintivamente promovem a vida jovem e desvalorizam a velha, enquanto o instinto masculino é precisamente o oposto. No ambiente mais duro e masculino da Inglaterra do século XVIII era comum ver corpos de bebês e crianças pequenas nos montes de lixo das grandes cidades. Hoje, porém, uma pessoa pode ser processada por matar um bebê deficiente, como se ele tivesse assassinado um médico ou cientista.

Esse contraste na percepção de diferenças também é uma função do gênero. O Teorema 3 na Análise Procedimental é a Teoria SDoD (Tabela 2), assim chamada porque ela formaliza a percepção errônea feminina e, ainda que elas não vejam como tal, sua natureza desonesta em alguma medida. Segundo esta teoria, as fêmeas tornam pequenas diferenças maiores, e grandes diferenças menores. Assim as fêmeas tendem a minimizar as grandes diferenças entre as raças, entre homens e mulheres e entre humanos e animais. (Pode-se comparar a insistência feminina de que essas grandes diferenças são pequenas com seu exame meticuloso de pequenos detalhes enquanto fazem compras.) Um exemplo citado em meu livro é de alguém que insistia que qualquer fêmea acima dos 14 deveria ser chamada de mulher, mas que descrevia-se como uma "auto-identificada lésbica política não-separatista heterossexual."

 Tabela 2: Componentes da Teoria SDoD (Submersão Desonesta de Diferença)

SMAdPD: A Submersão Masculina Atual de Pequenas Diferenças
PFEdPD: A Percepção Feminina Elevada de Pequenas Diferenças
AMIdGD: A Amplificação Masculina Imoderada de Grandes Diferenças
SFDdGD: A Submersão Feminina Desonesta de Grandes Diferenças

Em oposição, os machos tornam grandes diferenças maiores e pequenas diferenças menores. Machos lutarão para preservar diferenças mas devem perceber as diferenças como grandes se eles devem contemplar dar suas vidas por elas. Eles irão ignorar pequenas diferenças, como em personalidade, para trabalhar juntos em busca de um objetivo comum. Essas são provavelmente as origens evolutivas dominantes na percepção masculina; machos competem e estão interessados em tamanho.

Deslocamento

A Proposição 3 da Análise Procedimental afirma que os instintos jamais são anulados, eles são apenas deslocados. Se um instinto não pode ser expresso em seu modo próprio, natural, ele sempre encontrará expressão de algum outro modo, invariavelmente menos satisfatório.

O mecanismo subjacente dos instintos de cuidado e proteção é a Afeição Abaixo: é inapropriado buscar proteger alguém ou algo mais poderosos do que si mesmo. O Deslocamento é geralmente evidenciado na discriminação e na Afeição Abaixo. Discriminar é uma função perfeitamente natural e normal, que ocorre a cada minuto de cada hora (p.ex. diferenciar entre uma nota de R$5 e uma de R$ 10). Quando proibida se ela envolve desvantagens para qualquer membro de uma lista politicamente-correta - grupos todos eles expressando traços femininos - em pouco tempo ocorre que o único grupo que pode ser legitimamente discrimado é o dos homens brancos, que no modo feminino de pensar são um caso à parte. A discriminação deve ocorrer, e é simplesmente uma questão de encontrar um objeto por meio do qual o instinto pode encontrar sua catarse.

Quando o instinto masculino de proteger membros mais fracos de sua sociedade torna-se absurdo, como sentir-se protetor em relação a uma fêmea superior no trabalho, o instinto será redirecionado para outro lugar. Pode ser dirigido para minorias "vulneráveis" com "necessidades especiais". Grupos alógenos adotarão o papel de sub-classe, anteriormente ocupado por fêmeas, e explorarão a proteção masculina. Essa proteção pode ser de um indivíduo, como em uma pessoa defendendo seu amigo não-branco, ou pelo governo. Não é o papel de Grande Irmão que o Estado está adotando, mas de "Grande Irmã": A Grande Irmã é o acúmulo de grupos, masculinos e femininos, empregando políticas femininas. Praticamente todas as políticas contemporâneas que estão sendo oficializados por governos ocidentais são femininas em natureza.

Outro exemplo de deslocamento são as campanhas ultramarinas de líderes nacionais notavelmente, em tempos recentes, presidentes americanos. Um indivíduo deve ter uma grande luxúria por poder para alcançar tal posição e não é surpreendente que uma vez instalados eles desejem "flexionar seus músculos" e exercer algum poder real. Ele não pode fazer isso em casa por causa dos interesses das pessoas que pagaram por sua campanha eleitoral e da agenda de outros "manipuladores" por trás da cena. Daí força militar é empregada contra algum país remoto, geralmente atrasado, ao invés. O instinto masculino de dominar e subjugar é exercido longe porque interesses poderosos fizeram desse o caminho de menor resistência.

Deslocamento do Inimigo

Assim nós temos uma analogia com as Guerras Mundiais da história européia moderna. Nos anos seguintes ao nascimento da "União Social e Política Feminina" em 1903, o Establishment britânico, pura e simplesmente, perdeu o controle das mulheres. Enquanto a imagem popular tem sido de mostrar as sufragistas acorrentando-se a trilhos de trem, a realidade foi uma campanha sustentada de vociferosidade por uma pequena minoria de mulheres engajadas em insurreição aberta. Em março de 1912, mulheres foram levadas às ruas comerciais de Londres para quebrar por volta de 200 vitrines de lojas com martelos. Pinturas em exposição em galerias de arte foram atacadas e danificadas. Explosivos foram colocados no Centro de Londres e em outros lugares, com a líder Pankhurst recebendo uma sentença de prisão em janeiro de 1913 por sua incitação. Preocupações muito reais foram erguidas a respeito do assassinato de figuras públicas. Uma parte relevante da ficha criminal das sufragistas eram ataques piromaníacos, com mulheres percorrendo o campo com latas de gasolina para atear fogo a igrejas, estações de trem e casas de campo de políbicos:

"Em dezembro de 1911 e março de 1912, Emily Wilding Davison e Nurse Pitfield cometeram um incêndio por iniciativa própria, ambas cometendo seus atos abertamente e sendo presas e punidas. Em julho de 1912, incêndios secretos começaram a ser organizados sob a direção de Christabel Pankhurst. Quando essa iniciativa estava em andamento, certos oficiais da União receberam, como seu trabalho principal, a tarefa de assessorar incendiárias, e arranjar suprimentos de material inflamável, ferramentas de arrombamento e outras coisas que elas precisassem. Uma certa jovem excessivamente feminina caminhava por Londres, encontrando militantes em todos os tipos de locais públicos e inesperados, para arranjar expedições perigosas. Mulheres, a maioria delas jovens, labutavam à noite por regiões inóspitas, carregando patróleo e querosene. Algumas vezes elas falhavam; outras vezes eram bem-sucedidas em atear fogo em prédios não-habitados - melhor ainda se fosse a residência de algum notável - ou uma igreja, ou outro lugar de interesse histórico. Ocasionalmente elas eram presas e condenadas; usualmente escapavam."

As criminosas geralmente recebiam sentenças leves, mas até mesmo essas eram apenas parcialmente executadas. Prisioneiras entravam em greve de fome e eram soltas sob os termos do "Cat and Mouse Act" de 1913, mas esse Ato apenas regulamentou o tratamento leniente que elas já recebiam rotineiramente. Descrevendo uma conhecida prisão feminina de Londres, Sylvia Pankhurst escreveu que "Holloway tornou-se um lugar alegre, de fato."

No conflito com a Alemanha que começou em agosto de 1914, o desejo de dominar e subjugar as mulheres, um instinto natural com origens evolutivas sadias, foi expresso de outra maneira. A Alemanha foi subjugada ao invés, do mesmo modo que um homem que perdeu o controle em casa busca dominar em outro lugar. Ademais, o governo britânico havia ele próprio tornado-se feminizado, escolhendo como seu inimigo um mais masculino do que si mesmo, o tipo de inimigo que uma mulher teria escolhido. Ao atacar um oponente mais masculino, os machos foram manipulados em servir o interesse feminino. Essa hipótese é apoiada pelo que segue:

  1. A assombrosa rapidez da declaração de Guerra contra a Alemanha, ocorrida até mesmo antes que um lobby pacifista pudesse ser organizado. Isso ocorreu porque, em efeito, o governo já estava em Guerra há alguns anos: A União Social e Política Feminina havia declarado publicamente que um "Estado de Guerra" existia em 1910. Porém o oponente do governo era um para o qual suas opções de retaliação eram muito limitadas. Frustrados pelas táticas terroristas das sufragistas, e sua impotência pelo medo da reação pública que poderia resultar de qualquer resposta de força, o governo estava desesperado por um "inimigo real" que eles pudessem enfrentar apropriadamente.
  2. A vivacidade das sufragistas em formar uma aliança com o governo no início da Guerra. Em 8 de setembro de 1914 Christabel Pankhurst retornou de Paris e imediatamente deu um discurso não sobre o sufrágio, mas sobre "O Perigo Germânico". Lideradas por Emmeline e Christabel Pankhurst, militantes sufragistas tornaram-se as mais entusiásticas defensoras da Guerra. Copiando o Almirante Charlies Fitzgerald com seu grupo inicial de trinta mulheres, elas tornaram-se ativas por toda Grã-Bretanha em "Brigadas de Penas Brancas", dando penas brancas a qualquer homem vestido como civil, com o objetivo de envergonhá-lo para que ele se alistasse. Tão fervorosas elas eram que até mesmo soldados desmobilizados, soldados com licença temporária, funcionários públicos e crianças eram confrontados com esse símbolo de covardia. Christabel Pankhurst cruzou o Atlântico pouco depois para buscar apoio americano para a Guerra.
  3. Muito da propaganda da época continha óbvias imagens sexuais. Típica era a representação de uma Alemanha "bruta" e masculina e uma Bélgica vulnerável e feminina, que os homens eram incitados a defender.
Observe que cada componente acima invoca a Afeição Abaixo e portanto uma admissão da inferioridade feminina. No primeiro, o medo da reação pública à punição normal das sufragistas; no segundo, a suposição de que as mulheres mesmas não precisam alistar-se para lutar e morrer por uns poucos centímetros de lama estrangeira; o terceiro invoca novamente a noção da fêmea "fraca e vulnerável".

O comportamento das sufragistas, em seu novo papel masculino como agressor, era exagerado. Similarmente ( e talvez em imitação em certa medida) o comportamento dos Aliados foi exagerado tanto durante e depois das Guerras porque eles estavam conformando-se a um papel feminino (enfrentar um inimigo masculino), um papel com o qual eles não estavam acostumados. Alguns chamam isso de "super-compensação", mas a Análise Procedimental é mais precisa: o mecanismo é chamado CEEPE, Comportamento Exagerado em Papel Estranho. Uma Nação, como um homem, que é segura de si e em sua capacidade masculina de controle não precisa ou quer perseguir vingativamente um inimigo conquistado. Não se pode fazer mais do que assombrar-se pela carnificina e terror que poderiam ter sido evitadas caso os britânicos, diante de rebelião sufragista organizado, simplesmente tivessem recebido ordens de "dobrar as mangas".

Certamente a maioria das políticas sendo realizadas pelo governo alemão nos anos de 1933-1939 eram masculinas; em verdade o próprio nacionalismo é uma expressão masculina, poque a Nação é um construto masculino (o equivalente feminino é "a Comunidade"). Confirmação disso está amplamente disponível com a observação de que a maioria dos participantes em organizações nacionalistas e patrióticas, dos dois lados do Atlântico, são homens. Algumas das políticas masculinas do regime Nacional-Socialista eram a busca por competição com a Grã-Bretanha; o fortalecimento das fronteiras, a busca pela recuperação por territórios perdidos e posteriormente, a expulsão de estrangeiros; o fato de ser uma Nação industrial; militarismo (uniformes, hierarquias); a defesa dos papéis femininos da mulher e a posse de uma liderança com uma óbvia simbologia que possua poder e autoridade.

Se, como parece razoável supor, os instintos são impositivos, e a Guerra é praticamente inevitável, sendo um impulso masculino e sendo improvável de jamais desaparecer, a seleção do inimigo é de elevadíssima importância. De interesse é a observação de Darwin de que a competição é sempre mais intensa entre as espécies mais fortemente aliadas, uma tendência que elementos malévolos tem sido peritos em explorar nas sociedades humanas. O Encorajamento Maligno é uma política importante que parece ter sido formalmente definida pela primeira vez por este autor. É encorajar um oponente a perseguir uma política adversa (ver Tabela 3). Racialmente, a Grã-Bretanha, os EUA e a Alemanha são similares: muitos americanos são de origem alemã e houve casamento entre famílias reais britânicas e germânicas por gerações. Observe novamente a Teoria DSoD, "Fêmeas tornam pequenas diferenças maiores." Qual teria sido uma escolha masculina de inimigo? Darwin visualizava a futura extinção dos Negros, e dificilmente imaginava que isso ocorreria por meio de diálogos pacíficos.

Tabela 3: Escolhas de Política para um Protagonista



Minimizar a Recompensa do Oponente
Maximizar a Recompensa do Oponente
Minimizar a Própria Recompensa
Perdedor
Altruísmo puro
Maximizar a Própria Recompensa
Encorajamento Maligno
Simbiose Perfeita

Um fator adicional, particularmente considerando boicotes econômicos e manipulações por trás das cenas, é RDdFC: o Reforço Duplo de Características Femininas. Essa é a noção de que homens não-brancos possuem características femininas. Até mesmo alguns homens de ascendência européia exibem características femininas (p.ex.: homens homossexuais, homens monogâmicos). Judeus podem ser como homossexuais, expressando traços femininos com força masculina.

Ambas Guerras Mundiais foram vencidas empregando a política feminina da aliança profana, uma expressão da tendência feminina de conspirar (etmologicamente respirar junto; uma conspiração não precisa ser secreta). Na Primeira Guerra um pacto foi forjado com a Judiaria, prometendo-lhes a Palestina em troca da entrada dos EUA na Guerra, e na Segunda o equilíbrio foi rompido por uma aliança com Stalin. Churchill e "Tio Joe" não tinham nada em comum a não ser seu ódio por Hitler: ostensivamente eles uniram-se contra seu inimigo masculino comum. (Eu digo ostensivamente porque Stalin estava muito provavelmente jogando seu próprio jogo de Encorajamento Maligno: "M. Maisky disse a um diplomata estrangeiro em Londres em Dezembro de 1940 que ele somava as perdas britânicas e germânicas não em duas colunas, mas em uma única coluna. A confisão, não a recuperação, do Ocidente parecia a mais segura garantia de segurança soviética.") Nós vemos tais alianças profanas hoje em políticos ortodoxos da "esquerda" e da "direita" realizando condenações unificadas de partidos nacionalistas, como já ocorreu na França, Grã-Bretanha e EUA.

Conclusão

O novo isstema de Análise Procedimental, apresentado aqui de modo incompleto, é uma ferramente extremamente poderosa que é capaz de:

  • a) Distinguir comportamentos normais de anormais;
  • b) Prever, dentro de certos limites de probabilidade, o comportamento humano normal;
  • c) Verificar afirmações históricas.

Eu espero ter demonstrado que a política sexual foi um componente significante, senão essencial, nos eventos formativos de 1914, e que esse fator é um dos responsáveis pela violência de magnitude sem precedentes das duas Guerras Mundiais subsequentes.

Tabela 4: Políticas Femininas Empregadas pelos Aliados nos Anos de Guerra


Política de Guerra
Traço/Procedimento Feminino
Origem Evolutiva
Destruir um Competidor Econômico
Intolerância à Competição
Reforçar interesses femininos por quaisquer meios possívels: compensa pela maior força física masculina
Aliança com a Judiaria; aliança com Stalin
Forjar alianças profanas contra um inimigo comum: Conspiração
Proteger contra agressão, política oposta à da Competição
Dar voto às mulheres sem um mandato do eleitorado britânico; Declaração de Balfour entregando a Palestina
Generosidade Vicária
Estimular apoio (p.ex. no caso de agressão de parceiro) de outra comunidade usando a riqueza do próprio parceiro
Condições Punitivas do Tratado de Versalhes; Tribunal de Nurember; Esfomeamento em massa dos prisioneiros alemães após a Segunda Guerra
Não perdoar: Inabilidade de egressão
Ressentimentos úteis demais como armas emocionais: Transdução, compensa pela maior força física masculina
Carnificina maciça da Primeira Guerra Mundial; Bombardeiro Terrorista de Civis durante a Segunda Guerra Mundial; “Guerra Total”
Não exercer restrições/Ir longe demais: Maximização de Vantagem
Fêmeas não evolutivamente adaptadas para o exercício de poder. Exploração ilimitada de qualquer vantagem, compensa por maior força física masculina
Falha em erguer bloqueio sobre a Alemanha após Armistício; Mudar os termos de rendição entre o Armistício e o Tratado de Versalhes
Voltar atrás em um acordo: tergiversação
Obter o melhor parceiro possível
Aplicar leis retroativamente: Tribunal de Nuremberg
Inabilidade de Egressão
Obter o melhor parceiro possível
Usar um pretexto para conflitos
Propósito Diversionário
Obter o melhor parceiro possível
Boicote econômico da Alemanha pela Judiaria 1933-1939
Dinheiro como Símbolo
Fêmeas preferem sinais e símbolos
Mendacidade da Propaganda Aliada: “Empalamento de bebês belgas”; “Huno, como Besta”; “Fábricas de Sabonete Humano”; “Câmaras de Gás”
Estigmatizar o Oponente: Transdução
Compensa pela maior força física masculina
Exortar a população a lutar contra um oponente mais masculino, não um mais feminino; provocar a Alemanha a bombardear Londres, motivando um público britânico outrora desinteressado a lutar
Manipular machos para que façam as suas tarefas
Reforça interesse feminino por quaisquer meios possíveis, compensa pela maior força física masculina e pela inadequação feminina, eleva a carga sobre os machos, facilita a Transdução Criativa
Censurar Mosley nos anos de 1933-1939
Controlar Informação
Compensa pela maior força física masculina
Prender Mosley e centenas de nacionalistas britânicos durante a Segunda Guerra Mundial
Intolerância de Discordância
Reforça interesses femininos por quaisquer meios possíveis, compensa por maior força física masculina
“Hitler começou a Guerra”; “Hitler queria conquistar o mundo”; Mito dos “Seis Milhões”
Reescrever a História
Enfraquece marcadores masculinos posicionados durante encontros anteriores e confunde os machos, tornando-os mais facilmente manipuláveis

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