terça-feira, 12 de julho de 2011

Juan Pablo Vitali - Reivindicar a Identidade: É "racismo" ou "justa defesa contra a opressão"?

por Juan Pablo Vitali


"Somente nos ciclos vitais das culturas particulares, há uma significação profunda. As culturas são primeiro, logo vem as relações. O pensamento moderno julga, porém, o contrário." - Oswald Spengler

"Não possuímos nem se quer o mero fundamento de uma cultura, porque não estamos convencidos ainda de estarmos provistos de uma vida verdadeira em nosso interior." - Friedrich Nietzsche

Para manter-se uma Identidade, deve existir o predomínio de uma cultura historicamente consolidade. A Identidade é um patrimônio complexo, que recebe influências e sofre transformações provenientes do exterior, ou que são induzidas desde seu interior, porém permanece fiel ao acervo recebido, enquanto a comunidade mire-se nele, como em um espelho de conhecimento de si mesma. A aceitação de influências está sempre sujeita a uma discriminação, à prévia distinção do que considera-se positivo, e daquilo que considera-se negativo.

Há que ter-se uma Identidade, para saber o que é compatível com nossa personalidade, com nossos valores e os de nossa comunidade. Não discernir afinidades é não ter cultura. 

Somente quando uma cultura chegou ao seu fim é que o igual e indeterminado pode avançar destruindo Identidades que forjaram-se por milênios. 

Porque os homens de uma cultura em sua etapa final já não sabem o que enriquece e o que destrói, o que fortalece e o que debilita, o que é compatível e o que não é. Preferem não fazer esse esforço, porque chegaram ao final de seu impulso vital. 

Quando o núcleo profundo de uma identidade deixou de funcionar, já não há discernimento, senão somente aceitação do que é alheio.

Essa aceitação indiscriminada do alheio é a base da ideologia dominante. 

O estado de anemia e de debilidade cultural também é própria dessa ideologia, porém somente para impô-lo às grandes culturas, às que tiveram ou podem ter todavia pretensões transcendentes. Por seu vez, protegem-se as identidades se são primitivas, ou se resultam de ajuda para assinalar às culturas elevadas como opressão retrógrada, obscurantista ou racial.

Assim dirige-se a "geopolítica cultural" do mundo. É uma dialética simples, que somente pode utilizar-se quando já esvaziou-se os homens de critério e acima de tudo, como no romance de Orwell, quando se está em posição de mudar o passado com total impunidade.

Este processo afeta profundamente à cultura européia, porque está dirigido principalmente contra ela, como ápice de um processo cultural milenar, produzido por um tipo de homem, comumente chamado indo-europeu. Essa Identidade cultura, a nossa, já muito debilitada na própria Europa, está presente também em toda América e Austrália, e ainda na África e na Ásia, e é a única que poderia opor-se, conservando sua força vital e voltando às suas raízes, à ideologia da indiferenciação global, porque é a única que deu ao homem, enquanto pessoa, a altura adequada para enfrentá-la.

Por isso, quando o homem europeu reclama sua Identidade, fala-se de racismo, e quando todos os demais reclamam sua Identidade, fala-se da justa reivindicação de direitos violados.

Não cabe dúvida, a indiferenciação do culturalmente superior é um dos requisitos prévios e indispensáveis para a dominação.

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