sábado, 9 de julho de 2011

Sobre a arte de criar um filho


Hoje não é mais como antigamente! Quem já não ouviu esta frase quando criança e é repetida quase diariamente nos dias de hoje? Este velho ditado está correto. De fato, muita coisa mudou. Enquanto antigamente, como bem lembrado por Konrad Adenauer nos anos 50, ter filhos era uma coisa automática, a formação de uma família atualmente já não faz mais parte de muitos projetos de vida. As mães já não permanecem mais em casa e educam seus pequenos filhos: a maioria deixa o lar nas primeiras horas do dia, as crianças vão para a creche...

Por sorte esta rotina não se tornou comum para muitas pessoas, mesmo que a propaganda política e a manipulação midiática tenham planejado outra coisa. Em muitos casais ainda está arraigado o desejo em fazer tudo da forma correta e não deixar abafar a voz interior. Rabenmuter? Rabenvater? (mãe e pai desleixados? - NR) Por sorte existem tais termos que levam os pais a discutir sempre novamente as conseqüências de suas responsabilidades tomadas quando decidiram por ter filhos.

E justamente para estas pessoas é que viveu e trabalhou o famoso pediatra e terapeuta infantil Wolfgang Bergmann. Ele fez de tudo para manter acordada a voz interior das mamães e papais. Ele avisava e alertava: dê ouvidos à voz do coração. Tente compreender suas crianças. Dê-lhes principalmente bastante de seu tempo.

Bergmann relacionou muitos sinais negativos da sociedade como prova para uma crescente desumanização do mundo: drástico aumento das taxas de depressão, elevado consumo de álcool pelas crianças e jovens, anorexia nervosa e obesidade, desenvolvimento deficiente e suicídio. A conclusão de Bergmann: as crianças e os jovens de hoje estão doentes como nunca estiveram. Eles precisam urgentemente de ajuda, eles precisam do pai e da mãe e clamam por amor.

Todas as situações críticas citadas, segundo Bergmann, estão relacionadas ao fato das crianças terem de trabalhar interiormente o longo período de ausência, longe de seus pais, já na mais tenra idade. É claro que eles não estão preparados e sofrem muito com isso, assim Bergmann. Os pequeninos nem tem uma noção de tempo; não podendo compreender que logo pela manhã são entregues a pessoas estranhas e a mão simplesmente desaparece. Os pequeninos se vêem sozinhos, não sabem quando e nem mesmo se haverá um retorno, pois ainda são muito pequenos para poder reconhecer cognitivamente do que se trata essa separação diária. E desta forma eles entram num profundo buraco de desespero e desolação, assim o psicólogo, a cada nova manhã. Estes períodos são extremamente perigosos para as pequenas almas, assim como para o cérebro infantil em desenvolvimento. Aqui aparecem danos que nunca mais poderão ser reparados.

Wolfgang Bergmann era por causa disso a favor de uma reestruturação e um novo sistema social: as mães que ficam em casa com seus filhos, para poder lhes proporcionar a necessária formação espiritual por toda a vida, devem ser novamente respeitadas valorizadas por este trabalho, que é comparável a uma jornada de trabalho de 24 hs. Em seus inúmeros livros, Bergmann aborda cada um dos problemas individualmente. Ele fornece conselhos e auxilia os pais a reencontrar um caminho até seus filhos.

Em sua última entrevista, Bergmann discorre sobre a arte do amor paterno, sobre a loucura do ensino prematuro, e ele apela às mães e pais a adotar a naturalidade nas relações mútuas e com isso se aproximar novamente ao sentido da vida.

O livro de conselhos de Bergmann e também sua última longa entrevista “Sabedoria esquecida – como pais fortalecem seus filhos” forma uma sólida ajuda aos casais e filhos inseguros da época moderna. Você pode ajudar a tornar este mundo um pouco melhor.

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