sábado, 30 de julho de 2011

Wall Street fundiu o Motor Financeiro Global

por Adrian Salbuchi, no final de 2008

Os eventos dos últimos dias deixam em descoberto a inviabilidade, imoralidade, e criminalidade do sistema financeiro, bancário e monetário imposto ao mundo já há décadas por aqueles que promovem a "globalização", o que permitiu que um pequeno conjunto de pessoas acumulem imenso poder sobre mercados, empresas, indústrias, forças armadas e nações inteiras, de uma maneira irresponsável e criminosa.

Trata-se de um sistema de poder global iníquo, desenhado nos centros de planejamento geopolítico e geoeconômico privados a serviço das estruturas de poder da Nova Ordem Mundial - notavelmente, seus think tanks (bancos de cérebros) privados como o Council of Foreign Relations (CFR fundado em 1919), a Trilateral Commission (fundada em 1973), a Conferência Bilderberg (formada em 1954), e outros como o Cato Institute, American Enterprise Institute (AEI) e o Proyect for a New American Century (PNAC).

Devido à enorme complexidade do processo que está desenvolvendo-se nestes momentos, a enorme quantidade de informação que sucede-se dia a dia, e a dificuldade aparente de prever deselaces tanto globais como em nosso país, é que sintetizamos à continuação alguns aspectos e dados-chave que ajudam a solucionar este quebra-cabeças, a fim de entrever o verdadeiro rosto desse drama.

Em verdade, como argentinos temos uma enorme vantagem sobre outros povos inclusive o norteamericano, pela simples razão de que nós sofremos na própria pele nos últimos anos o flagelo catastrófico de sucessivas crises hiper-inflacionárias, colapsos bancários sistêmicos, mudanças de moeda, permutas e mega-permutas, blindagens financeiras, etc...

Um Modelo Falacioso

Finanças versus Economia - O sistema financeiro (que é o mundo eminentemente virtual, irreal e parasitário), foi desenhado para funcionar de forma crescentemente contrária aos interesses da economia (que é o mundo real do trabalho, da produção e dos serviços concretos). Ao longo das últimas décadas, as Finanças e a Economia foram-se distanciado uma da outra, deixando de manter uma complementariedade sadia e eqiulibrada, e passando a serem crescentemente antagônicas. Isso reflete-se no sistema atual que baseia-se sobre o conceito de DÍVIDA, o que faz com que a Economia Real sempre fique aprisionada e subordinada aos interesses e vai-véns  das Finanças Virtuais.

Sistema de Dívida - Em matéria de financiamento da economia com recursos genuínos, a doutrina liberal prevalescente deslocou crescentemente o Estado em sua função inalienável de utilizar a Moeda Nacional como instrumento de financiamento da economia, segundo os eixos de um Projeto Nacional centrado em promover o Bem Comum dentro de suas fronteiras e defender o Interesse Nacional ante forças adversárias. Daí entende-se que hoje tenha-se transformado em dogma das finanças, o conceito aberrante de considerar que os bancos centrais devem manter-se "independentes" do Estado, o que é uma maneira de lograr que os mesmos subordinem-se aos interesses da superestrutura bancária privada em lugar dos do povo e da economia em sua totalidade. Isso é assim na Argentina, e em outros países, porém no caso dos Estados Unidos resulta particularmente nefasto porque seu banco central - o Banco da Reserva Federal (FED) - é pura e simplesmente privado em 97% de sua estrutura acionária (ainda admitindo que trata-se de uma estrutura acionária sui generis). Ao lograr a superestrutura bancária privada controlar o banco central, podem então impor uma aguda inframonetarização da economia que faz com que nunca haja capital suficiente para satisfazer as necessidades da economia real. Dessa maneira, são os próprios bancos privados os que logram transformar-se em fonte primária de crédito para toda a economia, ativando assim o mui rentável negócio de emprestar dinheiro a juros, geralmente sob taxas usurárias. No plano geoeconômico, isso também serviu para gerar as enormes dívidas públicas em países como Argentina que também caíram na falácia de não saber utilizar sua Moeda Nacional, e de adotar torpemente todas as receitas neoliberais em matéria de banco central, dívida e outros mecanismos monetários, bancários e financeiros estruturados de forma contrária ao interesse nacional.

Sistema de Reserva Fracional - Este conceito vigente em quase todo o mundo, permite que os bancos privados em seu conjunto gerem do nada dinheiro "virtual" (ou seja, anotações registradas em conta-corrente, caderneta de poupança e linhas de crédito) em uma relação de 8, 10, 30 ou 50 vezes maior à quantidade de efetivo que tem em seus cofres. Em cima, cobram juros e exigem garantias reais e realizáveis por esse dinheiro "inventado". A relação entre a quantidade de dólares ou pesos em seus cofres, e a quantidade de crédito que podem gerar fica determinado pelo banco central (lembremos: controlados pelos próprios bancos), denomina-se encaixe bancário, e reflete uma previsão estatística da porção de poupadores que normalmente retiram seu dinheiro em efetivo. O que ocorre é que o conceito "normal" é um fator de psicologia coletiva, intimamente ligado à percepção que tem os poupadores do sistema financeiro em geral, e de cada banco em particular. Quando surgem "tempos anromais", ou seja, as consabidas e periódicas crises que "explodem" repentinamente como ocorreu na Argentina em 2001, ou hoje ocorre nos Estados Unidos, então TODOS os poupadores correm para retirar seu dinheiro. É então quando descobrem que o mesmo apenas alcança para pagar a uns poucos (e usualmente arbitrariamente beneficiados) poupadores: para o resto não sobre mais dinheiro, com o que deve-se recorrer ao seguro sobre os depósitos bancários (nos Estados Unidos cobre $100.000 por poupador, que são assegurados pela estatal Federal Deposit Insurance Corporation  [...]). Tudo graças ao fraudulento sistema de reserva fracional bancária.

Banco de investimentos - Nos Estados Unidos, os assim-chamados "bancos comerciais" são aqueles que tem grandes carteiras de contas-corrente, cadernetas de poupança e parcelas fixas de pessoas e empresas (bancos como o CitiGroup, Bank of America, etc, e em nosso país o Standard Bank, BBVA e outros), conseguem ter um encaixe que permite-lhes em geral 6, 8 ou 10 dólares "virtuais" por cada dólar real que tem em seus cofres. Estes bancos ficam fortemente fiscalizados pelas autoridades monetárias do país. Não obstante entre os assim-chamados "bancos de investimentos" estadounidenses e globais (aqueles que fazem mega-empréstimos a corporações e Estados e tem grandes clientes), há muito menor fiscalização e os encaixes são muito, muito inferiores. Isso permite-lhes que para cada dólar real em seus cofres, possam emitir 26 dólares "virtuais" (Goldman Sachs), 30 dólares "virtuais" (Morgan Stanley), mais de 60 dólares "virtuais" (Merrill Lynch antes de seu colapso no último 15 de setembro), ou mais de 100 dólares "virtuais" nos casos dos falidos bancos Bear Stearns e Lehman Brothers.

Sistema de canalização e transferência - Outro conceito fundamental encontramo-no na maneira em que canalizam-se os lucros e transferem-se as perdas por todo o sistema, o que faz com que em tempos de bonança e de gigantescos depósitos (quando o sistema cresce, é estável, e permite gerarar muitíssimo dinheiro do nada), todos os lucros são privatizados em favor de acionistas, especuladores, diretores, gerentes, "investidores", etc. dentro das próprias instituições financeiras. Porém quando o sistema contrai-se, desestabiliza-se e entra em colapso, como ocorre hoje, então todas as perdas socializam-se, sendo absorvidas pelo Estado nacional através dos mais variados mecanismos de transferência para o povo (na forma de inflações, hiperinflações, colapsos bancários, bail-outs, aumentos de impostos, moratórias, nacionalizações, etc.)

Os 4 Eixos do Modelo Neoliberal - Em síntese, tudo isto conforma quatro eixos fundamentais que operam e modo coordenado, consistente e complementário cujos números não obstante, a médio e longo prazo, nuncam "fecham". Suas crises periódicas sistêmicas são inevitáveis e absolutamente previsíveis, seja na Argentina ou nos Estados Unidos:

1 - Astringência Monetária - gerada através do banco central "independente" que fica controlado pela superestrutura bancária privada, local e internacional;
2 - Banco privado baseado no sistema de reservas fracionais - que em seu conjunto gera dinheiro virtual do nada, cobrando juros - geralmente usurários - pelo mesmo, gerando enormes lucros para "investidores" e credores;
3 - Dívida - conceito fundamental que "move" as economias privada e pública e que substitui o muito mais saudável conceito do reinvestimento empresarial e da poupança individual. Necessita promover entre os povos um afã de consumismo desarvorado, e uma falta de sentido de previsão e poupança; 
4 - Privatização dos lucros/socialização das perdas - como mecanismo de canalização e transferência quando os recorrentes ciclos chegam a seu final inexorável e alguém tem que pagar pelos pratos quebrados.

Alguns Dados e Conceitos

Resulta muito instrutivo recapitular sobre alguns dos fatos mais importantes dos últimos tempos que conduziram à atual crise terminal do sistema financeiro global e que refletem, com nomes concretos, o que descrevemos acima:

Março de 2008: Colapso do banco de investimentos Bear Stearns, adquirido por JP Morgan Chase através de uma linha de crédito por $30 bilhões outorgada pelo Banco da Reserva Federal (FED).

Abril de 2008: Colapso do Banco IndyMac- Geração de um fundo de resgate de mais de $100 bilhões pelo FED para estabilizar o sistema;

Agosto de 2008: Nacionalização das duas maiores agências tomadoras de carteiras hipotecárias dos Estados Unidos - Freddie Mac e Fannie Mae - pela FED a um custo direto de $200 bilhões, fazendo que o Estado assuma uma carteira de dívida por $5,4 trilhões;

15 de Setembro de 2008 - Colapso do quarto maior banco de investimentos dos EUA, Lehman Brothers que não obstante não foi salvo pelo FED por considerar que seus efeitos estavam suficientemente pautados. Colapso do banco de investimentos Merrill Lynch que foi resgatado pelo Bank of America a um custo de $50 bilhões (extraoficialmente aportados pelo FED já que o Bank of America não dispinha de semelhante quantidade para salvar a Merrill);

17 de Setembro de 2008 - Colapso da maior seguradora estadounidense e mundial, American International Group (AIG), nacionalizada pelo FED em 80% a um custo de $85 bilhões;
19 de Setembro de 2008 - Henry Paulson (secretário do Tesouro e ex-CEO da Goldman Sachs), Bernard Shalom Bernanke (governador do FED) e Christopher Cox (presidente da Securities & Exchange Commission - a comissão de valores dos Estados Unidos) apresentam ao Congresso um plano de resgate ao melhor estilo de "blindagem financeira" por uns $700 bilhões para evitar quedas bancárias adicionais a partir da semana que vem, as que poderiam fazer com que todo o sistema bancário e financeiro dos Estados Unidos e, por extensão, global, entrasse em colapso. A urgência dos funcionários e congressistas nota-se em seus rostos e o debate é enorme porque essa "blindagem" não é mais que um cheque em branco que dar-se-ia a Paulson e Bernanke para que com seus "superpoderes" façam uma ampla salvação dos banqueiros de Wall Street e dos especuladores parasitários. O próprio presidente George W. Busch em sua mensagem ao mundo de 24 de Setembro enfatizou de maneira dramática a gravidade da crise. Ante uma pergunta a Bernanke de um congressista de como chegou-se a esta gigantesca cifra de $700 bilhões, o governador do FED respondeu dizendo que a mesma representa 5% (!!!) de hipotecas que segundo ele são impossíveis de cobrar. Não obstante, analistas independentes estimam que esta cifra resultará absolutamente insuficiente, porque a porção de hipotecas que prevê-se que são ou serão incobráveis - e que devem portanto ser consideradas perdidas pelos bancos -e muito maior: da ordem de 10, 15 ou 20%, o que elevaria o montante do salvamento a cifras inimagináveis. Não por nada, em sua edição de domingo de 21 de Setembro, o usualmente conservador diário "The Daily Telegraph" de Londres disse que existem possibilidades concretas de que o próprio Estado norteamericano termine declarando-se em moratória sobre a totalidade de sua dívida pública, hoje da ordem dos $13,5 trilhões.

Os últimos dos bancos de investimentos que considera-se sendo ainda "sadios" - os muito respeitáveis Goldman Sachs e Morgan Stanley - acabam de decidir que transformam-se em bancos comerciais, aceitando assim a muito maior fiscalização de suas operações pelas autoridades bancárias. Isso significa que deverão diminuir rápida e ordenadamente suas carteiras de dívida geradas através do sistema de reserva fracional descrita acima.

Como medida transitória de emergência, o financista Warren Buffet assumiu uma participação de $5 bilhões na Goldman Sachs para ajudar a saneá-lo, o que é um indício da situação crítica ainda dessa entidade bancária.

Notavelmente, há um grande "silêncio de rádio" em relação à situação do maior banco comercial dos Estados Unidos, sobre o qual vem-se rumoreando grandes problemas desde antes de que desatasse-se a crise atual: o CitiGroup. Um notável sinal de interrogação...??

Os grandes meios de imprensa e opinólogos internacionais insistem em que estes resgates serão pagos pelo "contribuinte estadounidense" através de maiores impostos, hoje e no futuro. Isso é apenas uma parte da verdade. A realidade é que estes resgates somente poderão pagar-se com uma ainda maior emissão monetária descontrolada por parte do Banco da Reserva Federal, o que acelerará a erosão do valor do dólar. Ou seja, o custo desse desastre será pago por todo mundo que tenha posse de dólares, e não somente o "contribuinte estadounidense".

Desenlaces Previsíveis

A crise que estamos vendo do sistema global financeiro baseado no parasitismo e na usura, é terminal. Não tem solução através de mecanismos e medida estritamente monetárias e econômicas. Se as autoridades norteamericanas circunscrevem-se unicamente a este plano, então um grave colapso parece ser iminente.

Uma visão mais pragmática das estruturas de poder globais e estadounidenses, não obstante, permite asseverar que os Estados Unidos não vai permitir que isso ocorra. Para isso, cremos entrever a existência do que poderíamos chamar três planos alternativos para fazer frente à crise, segundo cenários de crescente gravidade e instabilidade.

Plano A (crise de relativamente baixa intensidade; opera-se no plano financeiro) - Segue-se negociando no Congresso um pacote de $700 bilhões de blindagem financeira, logrando finalmente sua aprovação nos próximos dias, o que permitirá que a partir de 29 de setembro, esse dinheiro aplique-se como linhas de crédito de emergência para assistir/salvar àquelas instituições bancárias entrem em crise. Isso incluirá de bancos medianos, a financeiras como Washingont Savings & Loans, a bancos estrangeiros com operações nos EUA (HSBC, Barclays, Deutsche Bank e outros), e muito especialmetne aos megabancos estadounidenses ainda de pé como Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup (que espera muito ansiosamente enormes fundos frescos para que não entre em colapso). Efeito imediato: a crise poder-se-á administrar nas semanas por vir através de medidas e mecanismos principalmente financeiros, ao tempo que redefinem-se as regras de jogo em Wall Street.

Plano B (crise de intensidade média; opera-se nos planos monetário e financeiro) - O Congresso não aprova ou reduz drásticamente este pacote de blindagem financeira de emergência e, a partir de 29 de setembro, produz-se uma nova sequência de colapsos bancários e de seguradores. Então, os EUA (Tesouro e FED) declaram manu militari uma emergência econômica nacional e introduz uma mudança de moeda - um "New Dollar" - que diferentemente do atual dólar terá respaldo no ouro metálico homologado (ou seja, com a introdução de algum chip ou holograma inviolável transformando-o em um tipo de "ouro de reserva global" de alto valor). Declara-se um feriado bancário estendido para instrumentalizar a mudança de moeda, e para sua transição determinar-se-ão termos benéficos para aqueles bancos, empresas, cidadãos e aliados preferidos (ou seja, reconhecer-lhes-á um "New Dollar" por cada dólar atual). Logo, com determinados poderosos possuidores de dólares e títulos do tesouro, negociar-lhes-á segundo claros interesses geopolíticos e geoeconômicos: p.ex., China, Japão, União Européia, determinadas instituições e empresas, poderão transformar suas posses em dólares atuais por New Dollars segundo outras paridades (p.ex., 2, 3, ou 4 velhos dólares por cada New Dollar). Por último, ao resto dos possuidores de dólares - poupadores privados em todas as partes do mundo, argentinos com dólares no colchão, etc. - dir-se-lhes-á que os EUA não tem nada que dizer oficialmente e deixar-se-á que "o mercado local e internacional determina a paridade entre o New Dollar e o velho dólar." Então, veremos os cambistas locais oferecendo 8, 10 ou 20 velhos dólares por cada New Dollar... Efeito imediato: minimizar as pedas socialzadas próprias dos EUA e de seus aliados preferidos, ao tempo que regionaliza-se boa parte das mesmas (ou seja, exporta-se as perdas para o resto do mundo).

Plano C (crise de alta intensidade; opera-se também nos planos geopolítico e militar) - As autoridades norteamericanas não logram superar a crise com medidas financeiras, monetárias e econômicas, o que resulta em crescente violência social e inseguridade política para os EUA e seus aliados. Isso obrigará a apresentar o tema no plano geopolítico, provavelmente "chutando o balde" nos âmbitos político, diplomático e militar, promovendo uma situação de guerra global mais generalizada que permita derivar recursos, liquefazer os efeitos da crise, impor limitações estritas às liberdades internas nos EUA sob pretexto da "grave crise nacional", intervir militarmente em diversas partes do mundo, e mobilizar o país (e aliados) em seus recursos materiais e em suas motivações psicológicas para uma "defesa" contra o "inimigo". Um dos efeitos buscados seria o de voltar a equilibrar a economia e as finanças assim motorizadas, através de uma reitensificada indústria de guerra. Efeito imediato: o provável estopim consistiria em algum ataque unilateral contra o Irã sob pretexto de seu plano nuclear ou, pior ainda, algum bem orquestrado mega-atentado de "falsa bandeira" (auto-atentado de planejamento complexo) em território estadounidense ou contra interesses norteamericanos ou de seus aliados em outras partes do mundo), que fará empalidecer o do 11 de setembro de 2001. O mesmo será então atribuído falsamente nos poderosíssimos meios de difusão ao Irã em particular, e ao mundo muçulmano em geral o que justificará uma série de ataques e invasões. Outra possibilidade é que este ataque unilateral contra o Irã seja levado a cabo pelo Estado de Israel após receber a luz verde para iniciá-lo, o que logo arrastará os EUA na conseguinte guerra. Também a Rússia seguramente ver-se-á involucrada, o que terá o efeito de dividr e debilitar a União Européia, especialmente na volátil região centroeuropéia. Semelhante incêndio bélico iniciado no Oriente Médio será excusa suficiente para liberar totalmente as reservas petrolíferas em Alaska, justificar uma invasão dos campos petrolíferos da Venezuela, e militarizar o Atlântico Sul nas zonas de reservas petrolíferas brasileiras e argentinas. Seguramente, tudo isso também involucrará a China e a Índia e conformaria uma situação de guerra mundial, hoje de difícil dimensionamento e previsão.

Esta resenha apenas conforma um esboço da situação de inusitada gravidade a que enfrenta-se  toda a humanidade. Seu desenlace afetará profundamente todo o mundo. Oferecemo-la como uma sorte de exercício em Risk Management (administração de riscos) que possa servir como ponto de partida para um melhor planejamento estratégico entre organizações privadas e públicas.

Por mais que a medíocre classe política argentina não compreenda, não obstante o povo argentino deve compreender que nessa terrível Nova Ordem Mundial, a Argentina ver-se-á profundamente afetada. Não somente por seu desenlace ameaçador, senão também porque não podemos deixar passar importantes oportunidades que apresentar-se-nos-ão nesse perigoso e volátil processo que implica voltar a embaralhar as cartas do poder global. Por exemplo, a Argentina e outros países poderiam aproveitar um colapso do dólar e do sistema financeiro global para liquefazer boa parte de suas dívidas externas, em lugar de seguir pagando-as com recursos genuínos da economia do trabalho, segundo o vem fazendo sistemática e subordinadamente os Kirchner.

(...)

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