segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Hans F. K. Günther - Características Mentais das Raças Européias

por Hans F. K. Günther

A Raça Nórdica


As descrições que têm sido ditas por observadores de vários países sobre a psicologia da raça nórdica coincidem muito bem juntas; investigações antropológicas sobre altura, a forma da cabeça e da face, e assim por diante em relação à ocupação, e do desempenho escolar, bem como sobre os atributos corporais de homens notáveis nos diversos povos europeus, os detalhes de que não serão constados aqui, todos dão uma imagem clara das características mentais da raça nórdica. 

De acordo com esta imagem podemos extrair sagacidade, honestidade, e energia a ser as qualidades que são sempre encontradas no homem nórdico. É com um certo domínio de sua pr ópria natureza, que ele vem por seu poder de julgamento e mantém-na, em pé como um homem livre, mais contra si mesmo, e mais ainda em relação à influência dos outros. Ele sente um forte desejo para a verdade e a justiça, e mostra, portanto, uma atitude pr ática, uma atitude de pesagem, que muitas vezes torna-o parecendo frio e rígido. Ele se distingue por um senso altamente desenvolvido de realidade, que, em combinação com uma energia que pode aumentar a ousadia, encoraja-o a feitos de grande alcance. Juntamente com isto ele tem um sentido decidido pela competitiva realização, e que desenvolva uma paixão característica pelo real, enquanto a paixão no sentido habitual de excitação dos sentidos ou o aumento da vida sexual tem pouco significado para ele. Suas inclinações são sempre em direção a prudência, reserva, confiabilidade, paciência, juízo. Ele mesmo agarra logo a idéia do dever, por isso ele está inclinado para exigir o cumprimento do dever daqueles em torno dele, como ele faz de si mesmo, e nisto ele torna-se facilmente difícil, até mesmo cruel, embora ele nunca esteja sem um certo cavalheirismo. Nas suas relações com os seus companheiros ele é reservado e individualista, mostra pouca percepção, ou qualquer tendência para introspecção, uma certa falta de conhecimento de humanidade sobre a natureza dos outros. O dom da narrativa, com um senso para descrever eventos e lugares e uma tendência para o “humor negro”, é comum na Raça Nórdica. A relutância em mostrar seus sentimentos muitas vezes brota no homem nórdico a partir de uma notável profundidade de caráter, que não pode e não irá se manifestar rapidamente e vividamente na palavra e comportamento. 

Isto pode tornar-se uma profunda reserva e portanto é geralmente um sinal de caráter firme, lealdade meticulosa, e um animado sentimento de honra. Integridade e lealdade são peculiarmente virtudes nórdicas. Sua palavra dita uma vez após ponderação, torna-se inviolável.

Seus poderes imaginários não são facilmente incitados, mas bem mostra uma serena regularidade, embora não careça em ousadia, e mesmo extravagância. Daí vem a aptidão da raça nórdica para conquistas de estadismo. Treitschke chamou a Baixa Saxônia “a terra dos governadores”. A Baixa Saxônia é uma região falante de alemão onde a raça nórdica é mais predominante. O senso de realidade, a energia, a autoconfiança, e ousadia da raça nórdica são razões pelas quais todos os estadistas mais importantes na história da Europa parecem, de acordo com os retratos, a serem predominantemente nórdicos.

A coragem Nórdica facilmente cresce em alguns homens nórdicos a tais alturas que eles se inclinam à frieza, negligência do seu pr óprio bem, leveza, e generosidade, que força o desenvolvimento ao planejamento. A inclinação nórdica para uma vida despreocupada é também para ser visto no fato de que o homem nórdico considera absolutamente necessário ter momentos de divertido ócio ou dedicação livre ao exercício físico, divagando, ou viajando. Vida de cidade, como tal, parece que pesa sobre ele muito mais cedo do que sobre os homens das outras raças européias (exceto, talvez, a Dinárica). O homem Nórdico (como o Dinárico) tem um sentimento decidido pela natureza. 

O êxodo da raça nórdica, no entanto, trouxe através do pr óprio fato de existir sempre um fluxo de sangue nórdico fluindo do campo para a cidade, aonde o homem nórdico sempre foi e sempre será conduzido pelo seu desejo para a concorrência, para a cultura, para a liderança, e para o mérito. O fluxo de habitantes da terra cujos membros mais capazes e enérgicos nascem por meio da classe média para as principais profissões, é, a considerar pelas pesquisas antropológicas adequadas, ao mesmo tempo um fluxo de mais elemento nórdico, que, assim, junto com a parte superior da sociedade, frequentemente revela uma tendência para uma taxa baixa de natalidade.

Portanto é a própria qualificação para a liderança na raça nórdica que provoca uma queda na luta pela existência (é apenas a taxa de natalidade que decide).

Em suas típicas representações, a raça nórdica tem certa singularidade, que é, no entanto, geralmente mantido a partir de si mesmo mostrado exteriormente: um anseio para o sublime e heróico, para ações e obras extraordinárias apelando para uma vida de devoção. No Homem Nórdico é muitas vezes visto, também, um peculiar conjunto de desenvolvimento na vida mental, tendo dentro de seu alcance vasto campo de ação e conhecimento, e ao mesmo tempo uma riqueza de vida emocional, da benevolência à crueldade, da espiritualidade à determinação, ação constante, do dogmático à mente aberta. Tudo isto é característico, também, para as mulheres da raça em seus mais típicos representantes; o que é simbolizado pela recatada, frágil Krimhild, que se torna a vingadora implacável do seu marido através de seu orgulho e de dever conjugal. É só na raça nórdica, também, que as várias expressões da natureza humana e do esforço em atividades prolongadas e formas de vida encontram esta definição nítida; assim é com a figura do estadista, do comandante, do homem de ação, do pensador, do padre, do artista, do agricultor, tanto dos bons e dos maus. 

Todas estas figuras recebem a forma e os traços que são peculiarmente deles a partir de uma determinada característica nórdica inquietante, bem como a busca pela conquista que os impulsiona.

Não se surpreende, portanto, que é essa raça nórdica que produziu tantos homens criativos, que uma proporção muito importante dos ilustres homens na história européia e Norte-Americana mostra principalmente traços nórdicos, e que, nas pessoas com menos sangue nórdico o homem criativo sempre provêm de uma região em que tenha havido, ou há, uma marcada semente deste sangue. Uma investigação sobre vencedores de pr êmios em exposições de pintura em Paris revelou que a raça nórdica é a mais rica em mentes criativas; enquanto as pesquisas de Woltmann, Die Germanen und die Renaissance in Italien (1905) e Die Germanen in Frankreich (1907), testemunham a mesma coisa através dos pr óprios retratos. Pesquisas de Galton mostram que as partes nórdicas da Inglaterra têm produzido muito mais homens criativos que as partes menos nórdicas. A maioria das regiões nórdicas nas ilhas britânicas está na Escócia, e os escoceses produzem particularmente um grande número de homens líderes e pioneiros na Inglaterra e nas colônias. Se, então, a raça nórdica sempre foi especialmente rica em homens criativos, não há dúvidas de que os povos com sangue nórdico têm sempre decaído, quando este sangue foi misturado. Röse descobriu, como resultado de suas pesquisas antropométricas nas escolas de crianças alemãs, operários, empregados, executivos, empresários, professores, etc, que "a seção nórdica do povo alemão é a principal fonte de sua força espiritual". Isto é válido para todos os povos com linhagem nórdica. 

A Raça nórdica parece mostrar aptidões especiais no domínio da ciência militar devido ao seu espírito guerreiro, como também na navegação, e em técnicas e atividades comerciais. Na ciência parece inclinar-se mais para as ciências naturais, nas artes inclina-se particularmente na poesia, música, pintura e desenho. A música especialmente alegre da Suécia, e os interesses nacionais carregados nela, servem para mostrar que a raça nórdica não é, como tem sido assumido, menos talentosa neste sentido, embora os dons musicais da Raça Dinárica possa ser mais considerável. A Escandinávia, colonizada pelos nórdicos, teve, logo na Idade do Bronze, um desenvolvimento musical acima de qualquer outra parte da Europa; isso é demonstrado pela perfeição dos chifres de bronze, principalmente encontrados em pares, o que poderia ter sido utilizado, logo, dois de uma vez para a música em dois acordes de harmonia. Os dinamarqueses e noruegueses atribuem ao século XII os inventores da música polifônica, em que mais tarde (depois de 1.200 DC) foram estabelecidas as bases para a música moderna da Europa. No Noroeste da Alemanha, onde a Raça Nórdica mostra a sua mais forte predominância dentro das tribos alemãs, tem a menor porcentagem penal. As estatísticas para o crime crescem quando vamos para leste e sul, ou seja, na direção de menor linhagem de sangue nórdico. Ploetz atribui à raça nórdica "um maior respeito para as propriedades e pessoas vizinhas."

A Raça Mediterrânea


Esta raça é descrita por todos os observadores como passional e emotiva. Tem menor profundidade da mente e é facilmente despertada, e facilmente conciliada; amores fortes, cores vivas e vívidas impressões de todos os tipos; toma grande alegria na palavra e em movimentos agradáveis e animados, e está inclinado a encontrar ofícios dignos de merecimento e louvor. Com todas essas qualidades o homem Mediterrâneo olha a vida com olhos alegres mais como um jogo, enquanto os nórdicos vivem mais como uma tarefa estabelecida. O Homem Mediterrâneo é eloqüente, muitas vezes um hábil orador, e não raramente ele é (pelo menos para o observador nórdico) falador e um tanto superficial. Seus espíritos são rápidos a subir, e rápidos para afundar, ele é muito preparado, também, a entrar em conflitos, e perdoa mais cedo do que os homens de outras raças; e com tudo isso seu sentimento forte de honra não o abandona, nem sua disposta auto-expressão em palavra e gesto. As energias mentais são todas direcionadas para o exterior, no homem nórdico introspectivamente.

O Homem Mediterrâneo não é muito de trabalhar pesado, muitas vezes ele é preguiçoso, ele gosta de curtir mais a vida. Ele não é muito atrativo para tirar dinheiro; então, ele não desempenha muito a si sobre isso. Ele tem pouco da energia nórdica e pouco de aptidão e atividade da raça Alpina; portanto temos a menor dolicocefalia, isto é, a mais forte braquicefalia (até aqui asiática e Alpina) das classes altas no sul da Itália. 

O Homem Mediterrâneo é muito influenciado pela vida sexual, ao menos ele não é tão continente como o nórdico. É com o sexual que o Mediterrâneo faz jogar (o espírito de Gaulois mostra uma grande quantidade disso), e sexo é o objeto de sua paixão, de seu sentimento por esquemas de cores em roupas, e de seu rápido e não profundo dom artístico.

Uma disposição para a tortura e crueldade animal, uma incomum inclinação ao sadismo talvez deva dizer em relação à forte sexualidade.

Tomando a afirmação de Lapouge de que é o espírito do protestantismo que é visto no homem nórdico - uma conexão apontada no seu conjunto por uma comparação da distribuição de raça e fé na Europa - poderíamos dizer que o protestantismo é algo muito estranho ao Mediterrâneo, com o seu amor de oratória estimulante, de gestos e de cores brilhantes.

A fé do Homem Mediterrâneo não é tão profundamente enraizada na consciência como com o nórdico; pertence mais aos sentidos, é uma expressão de alegria de viver e de bondade de coração que tanto o caracteriza. Esta bondade de coração mostra-se em primeiro lugar e principalmente no homem Mediterrâneo em seu amor (o que na visão dos nórdicos parece exagerado às vezes) para suas crianças e, em geral, na profunda afeição pela família. 

Na vida pública do Homem Mediterrâneo mostra-se uma pequena sensação de ordem e lei, e uma busca por planejamento. Ele é rapidamente incitado à oposição, e está sempre desejando a mudança; o sul da França, predominantemente mediterrâneo, antecipa votos 'radicais'. A agitação mediterrânea é o oposto a contenção nórdica na vida social. Assim, há uma tendência para condições fora da lei (anarquia), para conspirações secretas (Camorra e Máfia na Itália, Sinn Féin, na Irlanda, algumas das características da maçonaria italiana e francesa), e de uma vida arriscada de roubos.

O mediterrâneo predominante do sul da Itália (como a Sicília e Sardenha), se caracteriza por uma maior porcentagem de atos de violência e assassinato; Nicéforo chama uma região na Sardenha, em que o elemento Mediterrâneo é marcadamente predominante, a região criminosa (zona delinqüente). 

A Raça Dinárica


Os membros desta raça são caracterizados por uma força áspera e perfeccionista, por uma peculiar confiabilidade, por um sentimento de honra e amor do lar, pela coragem e certa autoconsciência.

São esses atributos que, na Primeira Guerra Mundial fez esses homens de ambos os lados vindos de regiões predominantemente Dináricas, os melhores lutadores no front do sudeste(Europeu). É o sangue Dinárico que faz a diferença entre a natureza da Baviera e do Norte Alemão, e dá lugar à autoconsciência das regiões do Sul-alemão e Alpes Austríacos.

O Homem Dinárico é caracterizado por uma calorosa sensibilidade de natureza, um grande amor da casa, e um espírito de criatividade nos arredores para ser metódico a expressão de si mesmo em casas, utensílios, costumes e formas de falar. Ele, porém, não consegue virar seus dons para vastos empreendimentos, para liderar nas mais variadas esferas da vida, ou para o progresso desenfreado e a competição vigorosa. Ele vive mais no presente do que na previdência. Uma grande ousadia do Dinárico é nas conquistas corporais; um verdadeiro desejo espiritual para conquistar, como muitas vezes caracteriza o homem nórdico, parece ser raro. Característico do Dinárico é a inclinação súbita a explosão emocional, a se irritar rápido, e para brigar - características, todavia, que ficam fora do nível comum de sua disposição integral bem-humorada, alegre, e amigável. Mas não é por acaso que o Dinárico predominante no sudeste alemão é marcado por uma particular porcentagem elevada de condenações por lesões corporais graves e, em geral por uma elevada porcentagem relativa de condenações penais. 

A natureza do Dinárico tem um alcance de desenvolvimento definitivamente reduzido em toda direção em comparação ao Nórdico. Os sinais são ambicionados de qualquer grande perspicácia mental, ou de rígida determinação. A perspectiva espiritual é restrita, embora a vontade possa ser tão forte. No geral, a Raça Dinárica representa uma parcela que não é rara em ser bruta de certa forma, com uma áspera alegria, ou mesmo humor, e é facilmente levada ao entusiasmo; ele tem um dom para a réplica e vívida descrição, mostrando um conhecimento de humanidade e poderes afetuosos como um dote racial. Capacidade de negócios, também, parece não ser rara. O dom para a música, acima de tudo, é particularmente acentuado. A região predominantemente Dinárica dos Alpes é onde canções folclóricas alemãs mais florescem. O dom das línguas, também, parece ser mais freqüente na raça Dinárica. A sociabilidade desta raça é rude e barulhenta, entre homens é geralmente sincera e honrada. 

A Raça Alpina


Existe uma notável concordância entre os observadores dos mais diferentes países sobre o conjunto mental da raça Alpina.

O Homem Alpino pode ser chamado de reflexivo, trabalhador, e conservador. As duas últimas são as qualidades que atingiu a maioria dos que tiveram a ver com o Alpino, juntamente com a reserva, mal-humor, desconfiança, lentidão e paciência quando ele está lidando com estranhos. Temos aqui um tipo que como um todo mostra muitas qualidades que são geralmente encontradas no burguês, usando esta palavra em uma percepção mental, e não para uma classe. O Homem Alpino é sóbrio, 'pr ático', um trabalhador de pequenas empresas, que pacientemente faz o seu caminho pela força da economia (e não do empreendimento), e não raramente mostra considerável habilidade em adquirir "cultura" e importância social. Uma vez que seus objetivos são mais limitados e ele carece de uma verdadeira ousadia no pensamento ou ação, as vezes ele fica melhor do que o mais descuidado, ousado, e não raramente altruísta homem Nórdico e Dinárico. O Homem Alpino inclina-se à perseverança e à facilidade; ele é prudente, e gosta de sentir que seus pensamentos e idéias não são diferentes dos da maioria. Ele “acredita em dinheiro”(Garborg), e “venera uniformidade” (de Lapouge). Em sociedades de predominância Alpina, as distinções de classes têm pouca importância; "todos são iguais” (Arbo), e tem um gosto para o medíocre e o ordinário, e desencoraja a concorrência. “A sua inclinação para a teoria democrática de igualdade é baseada no fato de que eles nunca crescem acima da média, e não gostam, quando não odeiam, a grandeza que eles não podem compreender” (Amon). Assim, tudo nobre ou heróico - generosidade, alegria, tolerância - são essencialmente atributos dos Alpinos. Por esta razão, o Homem Alpino se sente mais em casa todos os dias, uma vida normal. 

Sua mente está voltada para o que está perto e na mão. Isto é visto, também, entre o mais espiritual da raça em um gostar pela reflexão, para a tranqüilidade, por vezes olhando "positivamente" para as coisas próximas, em uma tendência para sentimentos calorosos para aquilo que não se distingue de alguma forma.

Em sua vida religiosa ele mostra-se mais apegado, profundamente, com mais sentimentos que os homens das outras raças europeias. Ele se inclina para uma serena devoção cultivada em grupos conscientes, mas essa devoção rapidamente assume toques moralistas estúpidos e intolerantes. Estas coisas, porém, são mais evidentes na Igreja Protestante e nas seitas do que na Igreja Católica. De Lapouge atribui ao homem Alpino uma tendência ao catolicismo.

O Homem Alpino e sua família tornam-se um grupo apegado, ocupado, egoísta. Toda individualidade é estranha para ele; na vida política, também, ele inclina para a organização total da massa. Mas, em geral, a sua perspectiva não vai além do grupo mais restrito da família. Ele está distante de qualquer inclinação bélica, como também de qualquer vontade de governar ou de liderar. Como é o seu feitio a ser conduzido, ele geralmente é um seguidor quieto (embora com uma tendência de reclamar e ser invejoso), e com pouco amor por seu país. 

Entre eles, os Alpinos costumam serem pacíficos, em comunidades moderadas, convivendo em um contente conforto; eles podem tornar-se, especialmente depois de álcool, confiantes e apegados; quando eles estão bebendo (de acordo com Arbo), este excesso de amizade pode até tornar-se ofensivo. A vida sexual entre eles parece ser menos contida do que entre os nórdicos, não tão fresca e saudável como geralmente é entre os Dináricos, nem tão apaixonada como entre os mediterrâneos, mas mais pr ática, por assim dizer, e muitas vezes mais triste.

Com estranhos o Homem Alpino é frequentemente desconfiado, reservado, rude, às vezes lento e teimoso; ele raramente é livre de suspeita, raramente é aberto e franco. Na vida pública, muitas vezes ele mostra pouca confiança, e não tem uma disposição muito forte para o exato cumprimento de suas obrigações. A criança Alpina é, também, muito menos ingênua e muito mais rápida de aprender com a experiência, observando os outros aos poucos até conquistar sua finalidade. A mulher Alpina ainda é mais determinada do que o homem para a vocação industrial e trabalho pesado. Os Alpinos mostram pouco ou nenhum sentido de humor, ou de piadas contra si. “Eles acham que estão sendo feitos de tolos" (Arbo). Há sempre uma desconfiança do estranho, que facilmente transforma-se em antipatia e ódio.

Em qualquer nação, a parte Alpina (que não é a dos líderes, mas dos liderados) serão, por sua vocação industrial, moderação e economia, por certo "jeito de senso comum," mais provável tornar-se um elemento burguês pacífico, aparecendo em cada ocupação e classe (diminuindo gradualmente à medida que vai para cima); satisfeita felicidade após uma vida ocupada é um ideal essencialmente Alpino.

Aristocracia Natural

"Para permitir aos homens atuar com o valor e o caráter de um Povo, devemos supor que se encontram nesse Estado de disciplina social no qual os mais sábios, os mais experientes e mais afortunados guiam, e ao guiar instruem e protegem aos mais fracos, os mais ignorantes e os menos favorecidos pelos bens da fortuna. Ter sido criado em bom berço; não ter nada baixo ou sórdido na própria infância; ter sido educado no respeito por si mesmo; ter tempo livre para ler, refletir, conversar; prestar atenção aos sábios e experientes ali onde se encontrem; estar habituado às armas e a mandar e obedecer...tais são as circunstâncias dos homens que formam a aristocracia natural sem a qual não é possível uma nação."
(Edmund Burke)

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Hernan Perez e a Conquista de Granada

QUEBRAR E NÃO DOBRAR... Este era o lema de Hernán Pérez Del Pulgar, apelidado el de las Hanzañas (das Façanhas, dos Feitos). Este cavaleiro manchego, nascido na Ciudad Real, foi numa noite do ano de 1490 o protagonista de uma façanha que o imortalizaria.

Com quinze cavaleiros e na companhia de seu escudeiro Pedro, atravessou as linhas mouras, burlou seus guardas e penetrou na cidade sitiada de Granada. Sua intenção parecia ser por fogo na mesquita, porem ao não poder incendiar-la cravou sobre a sua porta principal um cartaz, escrito pelo próprio Pulgar; neste pergaminho se podia ler a oração da Ave Maria, e em seguida a frase:

“Sejam testemunhas da conquista de posse que realizo em nome dos reis e do compromisso que adquiro de vir ao resgate da Virgem Maria a quem deixo prisioneira entre os infiéis.”

Após aquela valorosa façanha, foi até a Alcaicería e lhe plantou fogo, saindo ao seu encontro a guarda granadina, à qual derrotou em sua própria cidade apesar do numero maior de inimigos. Posto a salvo, foi alardeada sua proeza e os Reis Católicos carregaram com flamejantes brasões seu escudo de armas. Também ganhou por esse feito o direito de ser sepultado no que seria pouco depois a Sagrada Igreja Catedral de Granada, que veio a ser construída sobre a mesquita que simbolicamente conquistara este cavaleiro.

Ao clarear as primeiras luzes da aurora, no dia 2 de janeiro de 1492, os capitães e soldados do exercito cristão vestidos em toda sua pompa, e chefiados pelo Cardeal Mendoza, foram aproximando-se da cidade de Granada. Penetraram na cidade, nos jardins do palácio da Alhambra, e no mais alto da Torre de La Vela alçaram uma cruz de prata maciça e o estandarte de Castela.

Retumbavam no espaço os tiros dos canhões, soavam os tambores e pífanos, e os gritos de júbilo aclamavam aos grandes e poderosos Reis Católicos, Fernando de Aragão e Isabel de Castela:

Granada, Granada, pelos Reis Don Fernando e Dona Isabel!

Boabdil, quebrado e não dobrado, fincava os joelhos ante os Reis Católicos e entregava as Chaves da Alhambra a Don Fernando, dizendo-lhe com lagrimas nos olhos:

“Teus somos, rei poderoso e exaltado; estas são, senhor, as chaves desse paraíso!”

E Granada foi devolvida à civilização.

Feminoidismo

"Bem mais perigoso que o feminismo é o seu irmãozinho, o feminoidismo que, por alto, consiste em tornar insípidos e em envolver de delicadeza todos os valores de diferença. Canta-se o unisexismo, louva-se imprudentemente a fraqueza fingindo-se ignorar ou não ver que a de uma sociedade é-lhe sempre mortal; celebra-se o culto do indeferenciado que é, no entanto, o crepúsculo propício para a chegada dos lobos; afirma-se incondicionalmenteque a paz e a não violência são uma coisa boa, mesmo se as palavras nos são sopradas ao ouvido por um manhoso que se fortalece ao mesmo ritmo a que nos desarma; ergue-se em verdadeiro culto a desordem das misturas, sem compreender que esta nos desidentificará e nos tornará dóceis à derrota. Em resumo, entra-se no reino da comédia que nos tornará presas trémulas do real da história."
(Jean Cau)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Mistérios de Atlântida

O Verdadeiro Problema

“Nada aprende das lições do passado recente quem hoje ainda se ilude a propósito das possibilidades de uma luta puramente política e sobre o poder de tal o qual formula ou sistema, se não se parte, antes de tudo, de uma nova qualidade humana... Há que adotar, portanto, uma precisa posição contra o falso “realismo político”, que pensa somente em termos de programas, de problemas, de organização de partidos, de receitas sociais e econômicas. Tudo isto é contingente e não essencial. A medida do que ainda pode ser salvo depende, pelo contrario, da existência ou não de homens que vivam não para pregar formulas e sim para despertar diferentes formas de sensibilidade e interesse. A partir daquilo que, apesar de tudo, sobrevive ainda entre as ruínas, reconstruir lentamente um homem novo, animá-lo graças a um determinado espírito e uma adequada visão da vida, fortificá-lo mediante a adesão férrea a certos princípios. Este é o verdadeiro problema... “

Julius Evola.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Matar ou Morrer

por Körbes Hauschild

Uma guerra civil de tamanho nacional invade uma das capitais. Os Hospitais ficam turbulentos, pessoas implorando, brigando e se debatendo por medicamentos por todos os cantos, os médicos se apavoram e buscam por proteção política, desaparecem.

Enquanto, no último departamento do Hospital, em um quarto, duas mulheres, grávidas, saudáveis, fortes, famintas e abandonadas. Ali, entre as duas camas há um belo banquete, planejado e feito para garantir a alimentação de uma única mãe com seu filho. Se elas não comerem essa única refeição disponível, deixarão que seu filho faleça por subnutrição, o que causaria potencialmente uma morte dupla, da mãe, também, ou então elas morreriam primeiro, já que o feto busca alimentos deixados pelo corpo da própria mãe, matando-a, e depois fazendo a criança, nem nascida ainda, vir a falecer também. Se o almoço for arriscadamente repartido pelas mães, não terá alimento o suficiente para manter nutridos os dois corpos mães-filhos por se quer duas horas, até que haja forças para buscar ajuda ou lutar ali mesmo pelo futuro parto saudável, para ocorrer tudo bem. Sendo que será o único alimento que as mães conseguiriam em meio ao egoísmo da guerra civil e a situação de dependência jamais ouvida, já que o quarto está longe de movimentação humana, aquele banquete terá de alimentar uma única mãe, ou então a probabilidade de sobrevivência dos quatro é reduzida a quase zero. 

Mulheres, o que fariam? Deixariam que a vizinha comesse, assim determinando a sobrevida dela e a do filho enquanto assistiam sua morte entrar pela boca do adversário passivamente, repartiriam e teriam seus filhos com problemas mentais e físicos por subnutrição, tendo o risco de morte de ambos, ou fariam de tudo para ficar com o prato - o que seria encarar uma briga até a última gota de sangue -? 

Essa analogia relaciona-se com a natureza da sobrevivência de qualquer ser vivo, é básico, instintivo, mexe com a lógica do que é inconscientemente necessário para nossas mentes. É preciso lutar para vencer, ou esperar para ser escravo.

As espécies de seres vivos funcionam assim, com essa mesma lógica, ela é universal. Cada grupo consangüíneo ou genético lutará inconscientemente até o último pingo de suor para sobreviver e gerar uma descendência saudável, e é justamente por isso que desenvolvemos de tal forma. Aos que tinham tal instinto inconsciente, só lhes restava no final a recompensa da descendência, enquanto os outros apodreciam, fazendo com que os genes passivos não fossem propagados. Depois que esses dominaram o planeta, o quesito foi simplesmente a maior habilidade de adaptação (e isso requer níveis de inteligência cada vez mais altos), foram os grupos consangüíneos que se uniram, desenvolvendo-se geneticamente e selecionando os mais aptos para sustentar (fazer sobreviver e vencer) o mesmo grupo na próxima geração. 

Os lobos, as abelhas, os elefantes e humanos, todos funcionam assim. Escolher o mais hábil é manter a competição até que há somente um vencedor, e ninguém pode dizer melhor quem merece sobreviver do que a própria natureza, julgando friamente para manter a razão. As raças se segregaram sempre na natureza, o grupo consangüíneo que se saía melhor, que desenvolvesse melhor a saúde, a inteligência, habilidade e força, proporcionalmente, tinha o direito de sobreviver, e utilizar o que quisesse da conquista em prol de seu grupo. 

Essa é a lei da natureza. E é essa a lei que prova a capacidade superior do nacionalismo racial. 

Está mais do que certa a mulher que escolheria a terceira e última opção.

Inversão

"Fazer cara de agressor, ouvir música grosseira, se fazer de demônio, cultuar a Besta e provocar a destruição do mundo através de rituais, desejar que todos queimem no inferno, frequentar eventos de caricatura satânica e possuir uma religião suicida...isso tudo pode, e é até apoiado, como forma de cultura. Desenvolver uma ideia tendo como objeto a própria pessoa, seja pro bem, é sempre 'mau', pior do que inconscientemente ter o desejo de aniquilar a todos. A moral, principalmente do mundo atual, é decadente, é repugnante, e vai acabar."
(Körbes Hauschild)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A Imprensa e a Liberdade de Pensamento



(..) a palavra imprensa, lançada em grandes tiragens e divulgada através de regiões ilimitadas, transformou-se numa arma sinistra nas mãos de quem soubesse manejá-la. A campanha de imprensa surge como continuação - ou preparo - de uma guerra a ser travada com outros meios. Sua estratégia de combates de vanguarda, manobras fictícias, assaltos de surpresa, ataques em massa, foi, no decorrer do século XIX, aperfeiçoada a tal ponto que uma guerra já pode estar perdida, antes de disparar-se o primeiro tiro, porque a imprensa já a ganhou anteriormente.



Hoje vivemos entregues, sem resistência, à ação dessa artilharia espiritual, de maneira que poucos são os que podem manter a distância interior suficiente para perceberem com toda a clareza a monstruosidade inerente a esse espetáculo. Três semanas de atividade periodística, e toda a gente terá reconhecido a verdade. Seus argumentos serão irrefutáveis, enquanto houver o dinheiro necessário para repetí-lo ininterruptamente. Mas ficarão rebatidos, quando uma potência financeira mais forte apoiar os contra-argumentos e os oferecer com maior frequência aos olhos do mundo inteiro. Também nesse ponto triunfa o dinheiro, pondo a seu serviço os espíritos livres. Não há sátira mais cruel contra a liberdade de pensamento. Outrora, não era lícito pensar livremente; agora temos tal direito, porém somos incapazes de exercê-lo. Pensa-se tão-somente o que se deve querer, precisamente isso se nos afigura hoje em dia como a nossa liberdade.

(Oswald Spengler, ''A Decadência do Ocidente'')

Memória Histórica. Falange um movimento romântico cara ao Sol.

"Cremos na aurora, nas estrelas e nos trigos”
Utrera Molina

“Espanha é para nós o fragmento mais íntimo deste Cosmos, uma parte bem acabada no Universo, que quer viver e realizar a harmonia divina, repetindo ritmicamente a Natureza do todo, na grande translação imperial rumo à unidade de destino, e na rotação e revolução nacional de sua consciência irrenunciável. Nem a Pátria é indiferente a Ordem Universal, nem as Artes podem ser indiferentes a Ordem da Pátria”.

Rafael Sánchez Mazas, 1940.

“Na alvorada imortal da Espanha, crescerão espigas de sangue, se amassará com elas o pão novo que será pão de sangue; e quando nossos filhos comam desse pão sobre a mesa da Pátria, expulsos os covardes e os sacrílegos, a geração de nossos filhos será a geração Nacional-Sindicalista invencível e ativa; porque toda a terra da Espanha, palmo a palmo, está tingida de nosso sangue, que é trigo eterno e semente fecunda; e nós temos a dura e gloriosa missão de abrir a fenda, de semear e de morrer; e desceremos a tumba com a intenção impassível e o rumor alegre das velhas canções.”

Antonio Díaz Rodríguez, 1938.

“A consciência de pertencer a um povo eleito, está presente na interpretação de nossa guerra como Cruzada e da Espanha como povo invocado a salvar o homem moderno do abismo em que se encontra caído”.

F. Javier Conde, 1942.

“A concepção falangista tem um perfil ardente e heróico. É dura. Homens ganhos com transigências, com táticas suaves não nos servem. Falem claro, sejam decididos e violentos em vossas palavras e em vossas obras. Não oculteis a ninguém vossa missão. Há que combater com nobreza: o que tenha medo, que o diga. Que chegue a todos por vós um estilo e uma maneira de ser. Não agüenteis a ninguém, não façam concessões, odiais as meias palavras, as transigências e as retiradas. Vossos primeiros homens hão de responder a estas condições e estar formados neste espírito; preferis um eficaz a muitos medianos”.

José Antonio Girón, 1943. “Hacia uma Nueva Aristocracia”.

“Quando o Estado se encontra no fundo do poço, quando as instituições estão podres, abandonadas ou desfeitas, quando a situação nacional é deplorável, quando um povo, como acontecia na Espanha, renunciava seu destino covardemente; quando um povo, como sucedia com o nosso, deixa arrebatar todas as suas instituições sem um tiro de defesa; quando um povo se declara vencido, está abatido, então o empurrão que lhe renova, a violência que lhe saca do normal, a revolução que lhe perturba, só lhe pode lançar pelo caminho ascensional da grandeza”.

Dionisio Ridruejo, 1938.

“A revolução que queremos consistem em voltar à autentica hierarquia dos valores, em saber, simplesmente, que por cima de nós está a Pátria e que por cima da Pátria está Deus, em saber que o homem não pode ser escravo do homem nem do dinheiro, que sobre a verdade econômica existe a verdade teológica e que a verdade teológica nós diz que não é justo que alguém morra de fome, enquanto outros desfrutam de todos os luxos. Numa palavra, a revolução que nós queremos é a revolução das idéias, que, ao fim, é a única que marca o rumo e os passos na marcha dos povos”.

José Luis Arrese, 1940.

“Nossa revolução é a do espírito contra a matéria. Da harmonia contra o numero. Da qualidade contra a quantidade. Dos corpos sociais contra as coletividades puramente numéricas. Da nação viva contra a pátria sem alma”.

José Antonio, 1935.

Traduzido do espanhol por Fidalgo.


A Arte de Duilio Cambellotti