segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

As Runas: símbolos sagrados da América do Sul


Por Rafael Videla Eissmann

A Runa Odal e símbolos runóides na cerâmica de Cuzco, Peru

Determinados símbolos se encontram presentes nas culturas aborígenes do continente americano. Estes símbolos foram traçados nos mais diversos campos (por exemplo, sobre pedras, tecidos e cerâmicas) e correspondem a um sistema ideográfico similar ao das runas da Europa e Ásia, possuíndo no geral os mesmos atributos e significados esotéricos e mágico-religiosos. A respeito, o professor Vicente Pistilli escreveu: As runas portadoras de segredos, tem diversos valores culturais. Como signos que representam o som da fala, conformam um sistema fonético de 16 a 33 sons, capazes de expressar palavras em diversos idiomas. Por sua vez, cada signo tem um significado simbólico muito considerado na cultura nórdica.
A runa sieg na cerâmica inca de Cuzco

No contexto sul-americano, estes sinais correspondem aos símbolos sagrados de culturas como a dos mapuches (araucanos), tiahuanacotas, chachapoyas, tupis e incas, herdeiros das tradições do grupo pré-diluvial americano: os indios brancos, população que como resultado da última Grande Catástrofe planetária ou Dilúvio -acontecido ao redor de 13000 anos atrás- se viu forçada a empreender extensas migrações para distintos pontos do planeta. São os movimentos migratórios identificados por Herman Wirth, Edmund Kiss e Roberto Rengifo.

Variações da runa odal em tecidos mapuches.

Neste sentido, o próprio Rengifo manifestou no estudo de 1921, El Secreto de la América Aborigen, queparece ter sido uma mesma raça a que escrevia nos Andes e nos Pirineus.

Estas remotas migrações explicariam a chegada dos vikings e outros grupos nórdicos à América, séculos antes de Cristovão Colombo e a empresa peninsular do "Descobrimento" e "Conquista" que se forjou a partir de 1492. Sobre este assunto fundamental, o professor Jaques de Mahieu escreveu dois estudos: La geografía secreta de América antes de Colón (1978) y Colón llegó después. Los templarios en América (1988).

No Hávamál, nas Palavras do Altíssimo da Edda de Sæmund, se descreve a obtenção das runas por Odin:

Sé que pendí nueve noches enteras
en el Árbol que mece el viento (Yggdrasil);
herido por una lanza y a Odín ofrecido
-yo ofrecido a mí mismo-,
colgué del Árbol del que nadie sabe
de dónde comienzan sus raíces.

Ni pan ni copa alguna recibí;
fijo en lo hondo observé;
las runas tracé, las obtuve entre gritos;
caí a la tierra de nuevo.

Nueve conjuros del hijo de Boltorn,
del padre de Bestla, aprendí,
y también he bebido el excelso Hidromiel,
el que estaba en Odrorir.

Todo saber yo entonces alcancé,
de poder me llené y de gran gozo:
de palabra a palabra la palabra me fue,
de acción en acción la acción me llevó.
Averigua las runas y aprende los signos,
las runas de mucha fuerza,
las runas de mucho poder,
que el Tulr supremo (Odín) trazó
y los altos poderes hicieron
y el Señor de los Dioses (Odín) grabó.

A los Ases Odín, a los Elfos Dain,
a los Enanos grabóselas Dvalin,
a los Gigantes Asvid;
yo mismo algunas grabé.

¿Las sabes tú grabar? ¿Las sabes tú entender?
¿Las sabes tú teñir? ¿Las sabes tú probar?
¿Las sabes tú pedir? ¿Las sabes tú ofrendar?
¿Las sabes tú ofrecer? ¿Las sabes tú inmolar?

Mejor no pedir que por todo ofrendar;
su pago la ofrenda busca;
mejor no ofrecer que siempre inmolando.
Así grabó Tund (el tronante, Odín) antes que gentes hubiese;
allá revivió cuando vino de nuevo.

Os símbolos rúnicos encontrados na América pertencem, desta forma, a expressões tanto dos aborígenes do continente -os primitivos índios brancos- como dos vestígios dos grupos nódico-vikings que chegaram posteriormente em várias ondas a partir do Séc. X da era cristã.

Os símbolos americanos que aqui se expõe correspondem aos sinais rúnicos odal, sieg, man e ao símbolo do Sol em movimento ou cruz de fogo. 

O conhecimento das origens e manifestações destes símbolos, certamente significará reescrever a história do mundo pré-colombiano, de seus habitantes e cultura. Ou seja, escrever a história proibida do continente americano.*

Rafael Videla Eissmann
1° de Noviembre de 2011.


O kultrun do Chile e a cruz do Cerro Tuja'Og, Paraguai. Correspondem ao símbolo da tetrapartição do mundo.


Símbolos runóides dos araucanos do sul do Chile a runa odal en un textil mapuche.

Inscrições runóides em Cerro Tupa, Paraguai.

* Este assunto se encontra amplamente desenvolvido no livro Símbolos rúnicos en América. El regreso a la tierra ancestral, de Rafael Videla Eissmann. Prólogo do Profesor Vicente Pistilli. Quito, Outubro de 2011.


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