segunda-feira, 30 de abril de 2012

Hitler e Jung



Por Miguel Serrano

C.G.Jung Speaking pelo professor Willian Mcguire, foi recentemente traduzido para o espanhol e publicado pela Trotta, com o título Encuentros com Jung. No livro estão reproduzidos os relatos de Jung do tempo em que ele viu Hitler e Mussolini, juntos, discursando para um grande público.

Enquanto Mussolini era um homem comum –“um ser humano”, por assim dizer, até charmoso- o mesmo não se poderia dizer sobre Hitler: “carecia de individualidade, confundia-se com a alma coletiva de sua nação e era possuído pelo Inconsciente Coletivo dela”. E Jung ainda adicionaria: “Não exatamente pelo Inconsciente Coletivo de uma única nação, mas o de uma raça inteira, a raça Ariana. E é por esta razão que os ouvintes, até mesmo aqueles sem conhecimento do alemão, se fossem arianos, iriam ficar fascinados e hipnotizados pelas suas palavras; porque ele representa todos eles- ele fala por todos eles. E se ele o faz gritando, é porque uma nação inteira, uma raça inteira, está se expressando através de suas palavras.[1] Dessa forma, Hitler é a encarnação do Deus Ariano Wotan. Hitler é possuído por ele e não é mais um ser humano. E Jung ainda o compara ao profeta Mohamed, e ao que este representou e ainda representa para o mundo Islâmico.

Eu não acredito que o Professor Jung tenha lido o livro de Kubizek, O jovem Hitler – A história de nossa amizade, a obra mais importante já escrita sobre O Führer alemão, a qual nos elucida como nenhuma outra a confirmar as avaliações de Jung, narrando a cena extraordinária que aconteceu uma noite durante a juventude de Hitler e Kubizek, quando estes dois foram à uma apresentação da ópera Rienzi ,de Richard Wagner que ocorreu em Linz. Foi tão profunda e grandiosa a impressão que essa ópera causou em Hitler (na qual ele sentiu o seu futuro drama), que ele caminhou em completo silêncio junto a seu amigo na escuridão da noite, pelas ruas e em meio á floresta, nas montanhas. E Kubizek relatou que, chegando lá, Hitler agarrou sua mão e falou, como se estivesse em transe, com uma voz que não lhe pertencia, escutando a si mesmo com assombro. Ele falou sobre a Alemanha, sobre os alemães, e sobre o que ele faria por aquela nação: uma revolução total. E essas declarações foram feitas por um jovem austríaco que não tinha mais que dezesseis anos, um garoto qualquer. Kubizek revela que muitos anos depois, quando Adolf Hitler já era o Fürher da Alemanha, Kubizek o relembrou da cena extraordinária daquela noite remota quando ainda eram jovens. E Hitler disse à ele, “Sim, eu jamais esqueci aquela noite, porque que foi onde tudo começou...”

E Jung falou sobre aquela experiência, declarando: “Você sabe coisas que você mesmo não sabe que tem conhecimento e das quais nem mesmo eu sei que tenho conhecimento...”

Sem nenhuma dúvida, durante os anos 30, Jung ficou intrigado pelo fenômeno Nacional-Socialista, que com sua força esmagadora, ameaçou estender-se globalmente. E ele aceitou a presidência da Sociedade Médica Internacional Geral para a Psicoterapia, vindo a substituir o irmão de Göring [2]. Ademais, sua ruptura com Freud já havia ocorrido, e ele iria desenvolver a sua teoria do “Inconsciente Coletivo”, entregando uma arma formidável ao Nazismo- a qual nunca foi usada, devido à desconfiança de Hitler para com tudo que viesse da psicanálise e sua terminologia.

Não há duvidas que o fim da guerra foi uma catástrofe para Jung, que temia que toda a realização de seu trabalho fosse destruída, considerando que ele o havia relacionado com o Hitlerismo, ainda que por uma moda “filosófica”; e também por causa de seus conceitos acerca do arquétipo, com as suas referências à Wotan e Vishnu, para que Adolf Hitler, possuído por Wotan, se tornasse um avatar, dessa forma “ocupado” por uma divindade externa- uma divindade extraterrestre, como seria dito nos dias de hoje. No fim de seus dias, Jung, pela primeira vez, revela em seu prefácio para o meu livro Las visitas de la Reina de Saba, que o arquétipo é uma Entidade super-consciente, que é, um Deus, e não uma “representação de instintos”, como tem sido definido até hoje pelos seus discípulos.

Temendo a destruição de todo o seu trabalho, e de ser relacionado à Hitler ou ao Hitlerismo, Jung sofreu três ataques cardíacos no final da guerra. Previamente, ele havia aconselhado os serviços secretos Americano e Britânico a “prolongar a guerra, porque Hitler estava possuído por Wotan, Deus do furacão e da tempestade (blitzkrieg)- e uma tempestade não dura muito tempo, ela gradualmente enfraquece, destruindo-se...”

De qualquer forma, a atitude de Jung, um Suíço, era diametralmente oposta a de Heidegger, um alemão, que permaneceu firme como um apoiador do Nazismo até o fim, sem sequer considerar o que poderia acontecer com todo o seu trabalho.

E Heidegger iria relembrar Ezra Pound: “Mantenha-se firme aos seus velhos sonhos, para que de alguma forma o nosso mundo não perca a esperança...!”

[1] Devido à presente tradução ter como texto base a tradução de Kurtagic (que por sua vez proveio do texto do Professor McGuire traduzido do espanhol) alguns termos irão inevitavelmente diferir do texto original de Miguel Serrano.

[2] Serrano está se referindo ao Professor Mathias Göring, o qual era primo em segundo Grau de Hermann. Em 1933 Jung aceitou a presidência da Sociedade Médica Geral para a Psicoterapia e começou um processo para reeorganiza-la, para que se tornasse um corpo internacional: a Sociedade Médica Internacional Geral para a Psicoterapia. Sob o novo regime, Professor Göring era o chefe da Sociedade Médica Geral da Alemanha para a Psicoterapia. Jung viu isso como um meio de evitar que as correntes políticas alemãs dominassem a Sociedade, a qual era controlada por alemães e tinha muitos membros judeus, enquanto da mesma forma permitia que a psicoterapia alemã continuasse a se desenvolver no contexto do “isolamento espiritual” da Alemanha.

sábado, 28 de abril de 2012

Orgulhosamente só


 
Como é próprio de uma época em que a traição, a vileza, a covardia e a abjecção são os traços dominantes, o que se censura, hoje, a Salazar é o que ele teve verdadeiramente de grande e elevado.

Classifica-se de atitude suicida a sua oposição férrea e persistente a todos os oportunismos e a todas as diversas soluções políticas, que traduziam apenas a vontade de não lutar pela integridade das fronteiras seculares de Portugal, quando foi esse, ao invés, um dos seus mais belos títulos de nobreza: ter reconhecido lucidamente que a única solução política digna era combater à outrance pela grandeza da Nação, que só existia esse meio de conservar o que era nosso há centenas de anos e de assegurar um futuro de prosperidade e ordem e que, assim, no caso de se perder tudo o resto, se salvava, ainda, o bem mais precioso de um povo, que é a sua honra. Porque sobrevive-se, enquanto Pátria a uma derrota gloriosa, mas não a um abandono ao inimigo por comodismo, medo, indiferença pelo interesse comum.

Salazar foi proclamado um carrasco por ter ordenado às tropas estacionadas na Índia que se batessem sem esperança de vitória (ao contrário do que acontecia nos demais territórios, nalguns dos quais se conseguiu, consoante é o caso de Angola em Abril de 74, uma pacificação quase completa) e exclusivamente para honrar a bandeira das quinas, sob cujas dobras tantos prodígios de heroísmo se tinham desenrolado naquelas paragens.

Da indignação da Esquerda nem se fala. Mas também na chamada direita houve quem o reprovassse. Dum lado e doutro não havia sequer uma compreensão mínima daquilo que exigiam e obrigavam as normas elementares da ética militar e patriótica — dessa ética que levou Moscardó a não ceder no Alcazar ao ameaçarem-no com o fuzilamento do filho, que fez com que guarnições alemãs de cidades das costas normandas e bretãs, cercadas há meses, esmagadas por bombardeamentos, ainda resistissem no segundo trimestre de 45, que impeliu os Mas italianos, no momento em que foram descobertos na noite pelos projectores do porto de Malta, a lançarem-se para a frente, nenhum sobrevivendo, E, até, sem o estímulo do patriotismo, só para cumprirem a sua palavra de soldados, se fizeram imolar no México, em Camerone, os homens da Legião Estrangeira. Tudo isto, pelos vistos, não passava de absurdos, tolices, tontarias, demências. E nem um simples «baroud d`honneur», como o dos regimentos franceses de Madagascar, isolados e abandonados, na altura do desembarque inglês na ilha, foi considerado admissível. O que era louvável e de aplaudir era depor as armas sem tir-te nem guar-te, no instante em que o exército adversário avançava em som de peleja. A entrega pura e simples eis a solução. Salazar, que pensava de forma oposta, assumiu as proporções de um monstro.

A vergonha da Índia, perante a qual não houve um sobressalto, unânime ou quase, de dor e indignação, representou o teste, ou melhor, a provação decisiva.

António de Oliveira Salazar compreendeu-o. E, se fosse da fibra moral (ou imoral) dos que actualmente cospem injúrias sobre a sua memória, teria arrepiado caminho. Poderia desse modo conseguir pretorianos encantados da vida a protegê-lo e a louvá-lo, distribuir panem et circenses em abundância, captando frenéticos aplausos das multidões, obter apoios calorosos das potências dominantes, estar seguro de obter na história — escrita pelos vencedores — as parangonas de um libertador formidável, à Roosevelt ou à De Gaulle.

Não o quis, e, orgulhosamente só, preferiu manter-se ao leme apontando a mesma rota, que era a rota do dever.

Ainda não tinha fechado os olhos e já se entrava no caminho das autonomias crescentes para as províncias ultramarinas (que — admitia-se sem rebuço — viriam acaso a produzir a independência futura das mesmas) como se a missão do Estado fosse andar a semear Brasis pelo mundo, em vez de velar pela intangibilidade do património histórico e espiritual herdado dos antepassados.

Depois, os ventos semeados deram as tempestades previsíveis. Veio o dia de S. Traidor e iniciou-se, oficialmente, a construção de um país novo — ou antes de uma horda movida pelos instintos de prazer e egotismo —, para o que procedeu, desapiedamente, à destruição do que era um autêntico país — o nosso país. Em nome da edificação de um Portugal maior, reduziram-no a um inviável e anárquico rectângulo peninsular. Em nome da liberdade, impôs-se a ideologia obrigatória do antifascismo. Em nome dos direitos do homem, espancou-se, torturou-se, elaboraram-se leis penais com efeito retroactivo, agravadas a seguir por uma triste assembleia que se chama da República. Em nome da paz, centenas de milhares de brancos, pretos e mestiços tombaram vítimas da descolonização exemplar, ao passo que milhões de outros, sem serem ouvidos e achados, foram entregues ao jugo soviético. Em nome do bem-estar dos desfavorecidos e desprotegidos, arrasou-se a economia, estabelecendo-se o princípio, que conduz à miséria geral, de que o importante é diminuir o trabalho e aumentar o ganho. Em nome da independência nacional, mendigam-se empréstimos aos capitalismos lá de fora, empenhando-se o que nos resta.

Justo é que os autores dessa obra de aniquilamento total celebrem, com júbilo, a data em que lhe deram início. Os profissionais das batalhas, vocacionados pelo «appel des armes» de que falava Psichari, que juraram dar a vida pela pátria e, ao fim de três ou quatro comissões em Angola, Moçambique, ou Guiné, já estavam fatigados e o que queriam era retornar ao remanso dos quartéis.

Só achamos mau que quantos o tornaram cinza e nada persistam em falar em Portugal, no lugar de aludirem à admirável Abrilândia que edificaram entre gente não remota e sem perigos e guerras esforçados.

Mas enquanto os coveiros da nação se arrastam no seu carnaval, aqueles para quem a fidelidade não é uma palavra sã, para além dos vermes e pigmeus actuais, volvem as suas mentes e corações para a figura cimeira de Salazar, o derradeiro estadista nascido nesta terra para quem se pode erguer o pensamento sem se ter de corar de pejo e tristeza.

António José de Brito
In A Rua

sexta-feira, 27 de abril de 2012

"Tolerância": um ataque sorrateiro


por Henry Makow Ph.D.

Por séculos, os banqueiros centrais maçônicos que controlam a sociedade e cultura ocidentais foram promovendo a "tolerância". Por quê?


"Os Protocolos dos Sábios de Sião" é uma notória "fraude" que de forma assustadora explica nosso predicamento. Ele diz que os banqueiros Illuminati querem "deslocar todas as forças coletivas que ainda estão relutantes a nos submeter." (Protocolos, Parte 5)

As quatro maiores forças coletivas são: Raça, Religião, Família e Nação. Elas são os quatro pilares de nossa identidade humana.

Como você as mina? Certamente um ataque frontal se chocaria com resistência impetuosa. Em lugar disso, você promove a "tolerância" que destrói essas forças coletivas apagando as diferenças entre elas.

Assim, você tem o ecumenismo na religião, miscigenação na raça, e regionalismo (p.e. União Européia) nos estados nacionais. Você destrói a família apagando as diferenças de gênero.

Nesse palco, os banqueiros maçônicos percebem as nações cristãs e islâmicas como seu principal adversário. Mas, no devido tempo, toda identidade nacional, racial e religiosa cairá sob suas armas.

A "Tolerância" é aplicada seletivamente. Nós toleramos o que mina essas forças coletivas, mas nós temos "tolerância zero" como esforços para resistir-lhes ou aprovar-lhes.

Assim, rappers negros podem criticar duramente mulheres brancas, mas Don Imus[1] é atirado na fogueira por uma observação momentânea porque ele geralmente representa os cristãos brancos. Tolerância zero para heterossexuais brancos.
Ativistas gays podem conspirar pelo fim da sociedade "hetero-normativa", mas a União Européia censura a Polônia por "homofobia" porque não permite as escolas públicas promoverem o homossexualismo*.

Boris Berezovsky, o oligarca russo em Londres, pode conspirar publicamente pela derrubada violenta de Vladimir Putin desde seu exílio em Londres, e usar terroristas muçulmanos chechenos para matar crianças russas em Beslan, mas qualquer outro comete um erro em relação a um terrorista muçulmano que encara a tortura ou morte.

Tolerância para as tramas de Rothchild; tolerância zero para qualquer outro.

Sionistas americanos podem instigar uma guerra desastrosa no Iraque, mas a União Européia declara ilegal qualquer exame minucioso do holocausto, que poderia privar esses Sionistas de sua impunidade. Tolerância zero para muçulmanos e cristãos.

"Tolerância" (e "direitos humanos") não são nada mais do que linguagem manipuladora Orwelliana para a agenda do governo mundial da companhia de banqueiros. Eu sou favorável à tolerância genuína, mas ninguém deveria tolerar a agenda satanista de nossos prestamistas.

Eu enfocarei um aspecto da agenda: as tentativas pela Associação Psicológica Americana de suprimir terapias que ajudam os homossexuais uma vida heterossexual.

Em nosso mundo "tolerante", homossexuais são tolerados, mas heterossexuais não.

TOLERÂNCIA ZERO PARA HETEROSSEXUAIS

No governo de uma raça, uma religião, um governo mundial, nós estamos para ter um sexo também. Os banqueiros estão criando uma sociedade homossexual manchando a linha entre o masculino e o feminino. (Essa uniformidade é chamada de "Diversidade")

Em 1973, os Rockefellers causaram a Associação Psicológica Americana mudar a definição de homosexual de uma desordem a escolha de um estilo de vida normal. Se você procurar no google "Rockefeller Foundation" e a APA, você obterá cerca de 500,000 links, indicativos de como os banqueiros compram "cientistas" e outros "profissionais" a tonelada.
Alguns psicólogos protestaram contra essa encampação dos banqueiros. Um deles foi Ray Johnson, que escreveu que a APA "foi dominada por ativistas políticos que tinham pouco respeito pela ciência ou o processo democrático. Desde os anos setenta, a Associação Psicológica Americana fez lobby no governo, arquivou sumários de tribunais, e se ocupou e promoveu boicotes em benefício da .. ERA[2], aborto irrestrito (incluindo aborto para crianças sem notificação e consenso dos pais), discriminação sexual e racial-étnica e políticas homossexuais".

A APA está fazendo lobby para que os homossexuais sejam declarados "uma minoria protegida". Ela se engaja na intimidação e na propaganda. Ela ameaçou com boicotes aos estados cujos cidadãos passaram leis de desaprovação ao homossexualismo. Ela tem apoiado esforços para introduzir programas nas escolas públicas para "reduzir preconceito" dirigidos a assim chamada "juventude gay, lésbica e bissexual" ou "crianças pré-homossexuais".

Isso soa como "tolerância" para você? A APA é veementemente contra a "terapia de conversão" porque elas não podem ter homossexuais revertendo à heterossexualidade. Isso implica haver algo errado com o homossexualismo!

Em 1979, os conhecidos terapeutas sexuais Masters e Johnson publicaram seus achados que 72% dos insatisfeitos homossexuais que entraram em seu programa entre 1966 e 1977 converteram-se em heterossexuais satisfeitos, baseados em acompanhamento cinco anos mais tarde. Imediatamente, os cães de caça da APA condenaram sua metodologia e reclamaram que os homens não eram realmente homossexuais. As carreiras dos terapeutas sexuais entraram em eclipse.

Somente em um sistema maçônico comunista como o nosso, a ciência é determinada pela política.

CONCLUSÃO

Para entender nosso mundo, nós devemos apreciar que somos rãs em uma grande panela, tendo nossas identidades fervidas e misturadas. Nossa cultura é a panela e o fogão, basicamente, um embuste.

Os banqueiros querem nos identificar como consumidores e produtores somente, e que sejamos condescendentes para o governo dominar por seus "experts", presumidamente membros da APA.

Vamos resistir pelo fortalecimento de nossas identidades: sexual, nacional, religiosa e racial, respeitando, mas não nos submetendo aos outros.



* Como pode-se ver, o tal "Kir Anti-Homofobia", que estão querendo nos enfiar goela abaixo, obedece a o programa sistemática de "Homossexualização do Mundo", já vigente há algum tempo (vide a data da publicação do artigo).

[1] Don Imus é um entrevistador americano, melhor conhecido pelo seu sarcasmo e sua linguagem dura. Seu popular programa de radio show, Imus in the Morning, vai ao ar diariamente.

[2] ERA (Equal Rights Amendment) - proposta de emenda à Constituição americana que transforma a discriminação sexual em ato inconstitucional