domingo, 9 de março de 2014

Aleksandr Dugin - Carta ao Povo Americano sobre a Ucrânia

por Aleksandr Dugin



Nessa hora difícil de sérios problemas em nossas fronteiras ocidentais, eu gostaria de me dirigir ao povo americano de modo a ajudá-los a compreender melhor as posições de nossos patriotas russos que são partilhadas pela maioria de nossa sociedade.

Diferença Entre os Dois Significados de Ser Americano (na perspectiva russa)

1 - Nós distinguimos duas coisas: o povo americano e a elite política americana. Nós amamos sinceramente o primeiro e odiamos profundamente o segundo.

2 - O povo americano tem suas próprias tradições, hábitos, valores, ideais, opções e crenças que são suas próprias. Essas dão a todos os direito de ser diferente, de escolher livremente, de ser o que se deseja ser ou se tornar. É um traço maravilhoso. Ele concede força e orgulho, auto-estima e segurança. Nós russos admiramos isso.

3 - Mas a elite política americana, acima de tudo no nível internacional, são e agem muito contrariamente a esses valores. Eles insistem na conformidade e consideram o modo de vida americano como algo universal e obrigatório. Eles negam a outros povos o direito à diferença, eles impõem sobre todos os padrões das tais "democracia", "liberalismo", "direitos humanos" e daí em diante, que em muitos casos não tem nada a ver com o conjunto de valores partilhados pelas sociedades não-ocidentais ou simplesmente não-norteamericanas. É uma contradição óbvia frente aos ideais e padrões interiores da América. Nacionalmente o direito à diferença é garantido, internacionalmente ele é negado. Assim pensamos que há algo de errado com a elite política americana e seus padrões duplos. Onde hábitos se tornaram normas e contradições são tomados por lógica. Não podemos compreender, nem podemos aceitar: parece que a elite política americana não é americana de forma alguma.

4 - Então eis a contradição: o povo americano é essencialmente bom, mas a elite americana é essencialmente má. O que sentimos em relação à elite americana não deve ser aplicado ao povo americano, e vice-versa.

5 - Por causa desse paradoxo não é fácil para um russo expressar corretamente sua atitude frente aos EUA. Nós podemos dizer que o amamos, podemos dizer que o odiamos - porque ambos são verdades. Mas não é fácil sempre expressar essa distinção claramente. Ela cria muitas incompreensões. Mas se você quiser saber o que os russos realmente pensam sobre os EUA você deve sempre ter em mente isso. É fácil manipular essa dualidade semântica e interpretar o anti-americanismo dos russos em um sentido impróprio. Mas com esses esclarecimentos em mente, tudo que você ouvir de nós será entendido muito melhor.

Breve Revisão da História Russa

1 - A Nação Americana nasceu com o capitalismo. Ela não existia na Idade Média. Os ancestrais dos americanos não experimentaram uma Idade Média americana, mas uma européia. Assim este é um traço da América. Talvez essa seja a razão pela qual os americanos sinceramente pensem que a nação russa nasceu com o comunismo, com a União Soviética. Mas este é um equívoco absoluto. Somos muito mais antigos que isso. O período soviético foi apenas uma curta época em nossa longa história. Nós existíamos muito antes da União Soviética e seguimos existindo após a União Soviética. Portanto, para compreender os russos (e os ucranianos também) vocês devem levar em consideração nosso passado.

2 - Os russos consideram a Ucrânia como sendo parte da Grande Rússia. Isso o foi historicamente - não por conquista, mas pela gênese do Estado Russo que se iniciou precisamente em Kiev. Ao redor de Kiev nosso povo e nosso Estado foram construídos no século IX. É nosso centro, nossa amada primeira capital. Depois nos séculos XII-XIII diferentes partes da Rússia Kievana eram mais ou menos independentes com dois rivais principais - os principados ocidentais de Galitsia e Wolyn e o principado oriental de Vladimir (que posteriormente se tornou Moscou) existindo. Todas essas áreas eram povoadas pela mesma nação, eslavos orientais, todos os quais eram cristãos ortodoxos. Mas os príncipes do oeste eram mais participativos na política européia e tiveram mais contato direto com o cristianismo ocidental e relativamente menos com os ramos orientais. O título de Grão-Príncipe era mantido no leste pela realeza que era considerada mestra da totalidade da Rússia (não sempre de facto, mas de jure). No período mongol, o oeste bem como o leste de nossos principados russos foram mantidos sob a Horda Dourada. A Rússia oriental era mais ou menos sólida e seu poder cresceu ao redor da nova capital, Moscou. Após a queda dos tártaros, o domínio do Principado de Moscou se afirmou como um hegemônico regional que foi confirmado pela queda do Império Bizantino. Daí a doutrina de Moscou como a Terceira Roma.

O destino da área ocidental foi bem diferente. Ela foi incorporada primeiro em um Estado Lituano, que depois se tornou polonês. Os russos ortodoxos do oeste foram postos sob domínio católico. Os principais principados iniciais - Galitsia e Wolyn foram fragmentados e perderam qualquer traço de independência. Algumas partes sob a Lituânia, outras sob Áustria e Hungria, uma terceira pertencendo à Romênia. Mas tudo que nos concerne agora é apenas a metade direita da Ucrânia moderna. A metade esquerda era povoada por cossacos - a população nômade comum a todas as terras da Novorossiya, espaço que inclui leste e sudeste da Ucrânia e sudoeste da Rússia. A Criméia à época estava sob domínio otomano.

3 - O crescimento do Império Moscovita integrou primeiro todas as terras cossacas (Novorossiya) e pouco a pouco outros territórios povoados por russos ocidentais, libertando-os dos poloneses e alemães. Os príncipes moscovitas acreditavam que eles estavam restaurando a Velha Rússia, a Rússia de Kiev unificando todos os eslavos ortodoxos - orientais e ocidentais nesse único Reino.

4 - Durante os séculos XVIII e XIX a unificação das terras russas ocidentais foi conquistada e após muitas batalhas os imperadores moscovitas finalmente tomaram a Criméia dos turcos otomanos.

5 - Na Primeira Guerra Mundial os alemães conquistaram as terras russas ocidentais. Isso não durou muito. Após isso veio a Revolução de Outubro e o Império foi fragmentado em muitas partes com novas nações chegando à existência. Houve uma tentativa de construir uma nação ucraniana por diferentes pessoas - Petlyura, Makhno e Levitsky que tentaram fundar três efêmeros Estados. Esses Estados foram atacados por Brancos e Vermelhos e lutaram entre si. Finalmente, os bolcheviques restauraram as terras do Império Czarista e proclamaram a União Soviética. A União Soviética então criou artificialmente a República Ucraniana consistindo de Rússia Ocidental (Galitsia, Wolyn) e Rússia do Sul (Novorossiya). Depois, na década de 60 acrescentou-se a República da Criméia a ela. Assim, nessa República estavam unidos três grupos étnicos principais: russos ocidentais, os descendentes dos principados de Galitsia e Wolyn; a população cossaca e grão-russa da Novorossiya; a Criméia povoada por grão-russos e o resto dos tártaros pré-russos. Essa República Socialista Soviética da Ucrânia foi criada pelos bolcheviques e foi a origem da Ucrânia moderna. Essa Ucrânia declarou independência em 1991 após se separar da URSS. Mais do que isso, a declaração de independência provocou essa separação.

6 - Assim os ucranianos modernos possuem três linhas de ascendência - russos ocidentais, cossacos, grão-russos e uma pequena minoria tártara na Criméia.

Identidade Ucraniana e as Duas Opções Geopolíticas

1 - A contradição da Ucrânia consiste na multiplicidade de identidades. Logo após a declaração do novo Estado - a Ucrânia moderna em 1991 - a questão da identidade pan-ucraniana surgiu. Tal Estado e nação jamais existiram na história. Assim a nação teve que ser construída. Mas as três identidades principais eram muito diferentes. A Criméia povoada por grão-russos junto a maior parte da Novorossiya que eram claramente atraídas para a Federação Russa. Os russos ocidentais afirmavam ser o núcleo de uma "nação ucraniana" muito específica que eles imaginaram de modo a servir sua causa. Os russos ocidentais que parcialmente apoiaram Hitler na Segunda Guerra Mundial (Bandera, Shukhevich) possuíam e ainda possuem uma forte identidade étnica na qual o ódio pelos grão-russos (bem como aos poloneses em menor escala) possui um papel central. Isso pode ser traçado à rivalidade antiga dos dois principados feudais russos projetada em tempos imperiais e seguida pelos expurgos de Stálin. Esses expurgos foram dirigidos contra todos os grupos étnicos, mas os russos ocidentais o leem como vingança dos grão-russos contra eles (Stálin era georgiano e os bolcheviques eram internacionalistas). Assim a identidade escolhida do recém fundado Estado da Ucrânia era exclusivamente russa ocidental (puramente Galitsia/Wolyn) sem lugar para uma identidade grão-russa ou novorossiya.

2 - Essa particularidade foi expressada em duas opções geopolíticas opostas: ocidental ou oriental, Europa ou Rússia. As terras ocidentais da Ucrânia eram favoráveis à integração européia, as orientais e a Criméia a favor de fortalecer relações com a Rússia. Os homens da Galitsia era dominantes na elite política apresentando a Ucrânia com uma única identidade - uma ocidental - e negando qualquer tentativa do sul e do leste de expressar sua própria visão. Na Ucrânia Ocidental o anti-sovietismo estava profundamente enraizado bem como havia certa complacência com as idéias de Bandera e Shukhevich, que eram considerados heróis nacionais de uma nova Ucrânia. O ódio pelos grão-russos era dominante e toda retórica xenofóbica anti-russa era saudada.

3 - No leste e no sul os valores soviéticos ainda eram sólidos e a identidade grão-russa era, por sua vez, o sentimento dominante. Mas o leste e o sul eram passivos e seu poder político era limitado. Ainda assim, a população regularmente expressava sua escolha dando seus votos a políticos pró-russos ou pelo menos não tão abertamente russofóbicos ou pró-ocidentais.

4 - O desafio para políticos ucranianos, portanto, era como manter essa sociedade contraditória unida sempre se equilibrando entre essas duas partes opostas. Cada parte demandava escolhas completamente irreconciliáveis. Os ocidentais insistiam em uma direção européia, orientais e sulistas em uma russa. Todos os presidentes da nova Ucrânia foram impopulares, quase ao ponto de serem odiados, precisamente porque eles eram incapazes de resolver esse problema que não tinha qualquer solução real. Nessa situação, os ocidentais eram mais ativos e vigorosos e parcialmente tiveram sucesso em impôr sua versão de uma identidade pan-ucraniana sobre todo o espaço político do país - com a ajuda considerável da Europa Ocidental e acima de tudo dos EUA.

Eventos e Seu Significado

1 - Agora nos aproximamos da crise atual. A Revolução Laranja de 2004 foi feita por ocidentais que desafiaram a vitória legal de Victor Yanukovich, que era considerado o candidato do leste. Uma terceira rodada de eleições (contra todas as normas democráticas) foi imposta pela força de modo a dar o poder ao candidato ocidental (Yuschenko). Quatro anos mais tarde, novas eleições deram ao presidente ocidental apenas 4% dos votos e o candidato oriental Yanukovich foi eleito. Dessa vez a vitória foi tão óbvia que ninguém poderia desafiar.

2 - Yanukovich liderava a política do equilíbrio. Ele não era realmente pró-russo, mas não respondia a todas as demandas do Ocidente também. Ele não tinha muita sorte ou eficiência, tentando enrolar Putin e Obama, desapontando a ambos bem como a ucranianos de qualquer lado. Ele era um oportunista sem qualquer estratégia integral real, o que era quase impossível de desenvolver em uma sociedade com uma personalidade e identidade fraturadas. Ele reagia mais que agia.

3 - Em seguida, quando ele deu um hesitante e relutante passo em direção à Rússia, se abstendo de assinar o tratado preparatório para uma futura entrada na UE, a oposição (ocidentais) se revoltou. Foi por isso que o Maidan aconteceu. A revolta foi inicialmente aquela do oeste contra o leste e o sul. Assim, seus traços russofóbicos e nostálgicos nazi eram essenciais para sua existência.

4 - A oposição recebeu apoio imenso dos países ocidentais - acima de tudo dos EUA. O papel da América em todos esses eventos foi decisivo e a vontade de derrubar um presidente pró-russo foi demonstrada por representantes americanos como sendo firme e forte. Agora o fato de que os snipers que mataram a maioria das vítimas nas revoltas não eram de Yanukovich foi exposto. É claro que eles eram uma parte do plano americano para revolução na Ucrânia e uma parte de uma conspiração para escalar o conflito.

5 - A oposição do Maidan pôs em prática uma revolução, derrubou Yanukovich que fugiu do país para a Rússia, e ilegalmente assumiu o poder em Kiev. Ocorreu um golpe que levou a junta completamente ilegal ao poder.

6 - Os primeiros passos dos ocidentais após a tomada do poder foram:

* Declaração do desejo de ingressar na OTAN;
* Ataques ao uso do idioma russo;
* Um apelo para serem aceitos na UE;
* Uma recusa a permitir a Rússia a continuar tendo uma base naval em Sevastopol (Criméia);
* A indicação de oligarcas corruptos como governadores no leste e sul da Ucrânia.

7 - Em resposta a essas coisas Putin assumiu o controle sobre a Criméia com base nos decretos do único presidente legal da Ucrânia, Yanukovich. Ele também recebeu permissão do Parlamento Russo para enviar o Exército Russo para a Ucrânia. Autoridades da Criméia foram reconhecidas por Moscou como os representantes de sua terra e Putin claramente recusou quaisquer relações com a junta de Kiev.

8 - É aqui que estamos agora.

Curto Prognóstico

1 - Aonde isso vai levar? Logicamente, a Ucrânia como ela existiu durante esses 23 anos de sua história deixou de existir. Isso é irreversível. A Rússia integrou a Criméia e se declarou garantidora da liberdade de escolha do leste e sul da Ucrânia (Novorossiya).

2 - Assim, no futuro próximo haverá a criação de (pelo menos) duas entidades políticas independentes correspondendo às duas identidades previamente mencionadas. A Ucrânia Ocidental com sua posição pró-OTAN e ao mesmo tem uma ideologia ultra-nacionalista e a Novorossiya com uma orientação pró-russa (e pró-eurasiana, aparentemente sem qualquer ideologia, como a própria Rússia). O oeste da Ucrânia protestará tentando manter a posse do leste e do sul. Isso é impossível por meios democráticos, então os nacionalistas tentarão usar a violência. Após um certo tempo, a resistência do leste e do sul crescerá e/ou a Rússia vai intervir.

3 - Os países dos EUA e OTAN apoiarão por todos os meios os ocidentais e a junta de Kiev. Mas na realidade, essa estratégia só vai piorar a situação. A essência do problema está aqui: se a Rússia interferir nas questões do Estado em que a população (a maioria) considera essa intervenção ilegítima, a posição dos EUA e da OTAN será natural e bem embasada. Mas nessa situação, a população do leste e sul da Ucrânia saúda a Rússia, espera por ela, apela para que a Rússia venha. Há um tipo de guerra civil na Ucrânia agora. A Rússia apoia abertamente o leste e o sul. Os EUA e a OTAN apoiam o oeste. Os ocidentais estão tentando conseguir que toda a Ucrânia afirme que nem toda a população do leste e do sul está feliz com a Rússia. Isso é bastante verdade. Também verdade é que nem toda a população do oeste está satisfeita com o Setor Direito, Bandera, Shukhevich e o governo de oligarcas. Assim, se a Rússia invadir as partes ocidentais da Ucrânia ou Kiev isso poderia ser considerado como um tipo de agressão ilegítima. Mas a mesma agressão é nas circunstâncias atuais a posição dos EUA de tentar ajudar a junta de Kiev a assumir o controle do leste e do sul. Isso é percebido como um ato ilegítimo de agressão e provocará dura resistência.

Conclusão

1 - Agora aqui está o que quero dizer ao povo americano. A elite política americana tentou nessa situação, bem como em outras, fazer com que os russos odeiem os americanos. Mas ela falhou. Nós odiamos a elite política americana que traz morte, terror, mentiras e derramamento de sangue por todo lugar - na Sérvia, no Afeganistão, no Iraque, na Líbia, na Síria - e agora na Ucrânia. Nós odiamos a oligarquia global que usurpou a América e a usa como seu instrumento. Nós odiamos a duplicidade de sua política, onde eles chamam de "fascistas" a cidadãos inocentes sem qualquer característica que se assemelhe à ideologia fascista e com o mesmo fôlego negam a hitleristas declarados e admiradores de Bandera os qualificativos de "nazi" na Ucrânia. Tudo que a elite política americana fala ou cria (com pequenas exceções) é uma grande mentira. E nós odiamos essa mentira porque as vítimas dessa mentira não somos apenas nós, mas também o povo americano. Vocês acreditam neles, vocês votam neles. Vocês tem confiança neles. Mas eles os enganam e os traem.

2 - Nós não temos interesse ou desejo de ferir a América. Nós estamos longe de vocês. A América é para os americanos, como o Presidente Monroe costumava dizer. Para os interesses americanos e nenhum outro. Não para os russos. Sim, isso é bastante razoável. Vocês querem ser livres. Vocês e todos os outros merecem isso. Mas o que raios você está fazendo na capital da antiga Rússia, Victoria Nuland? Por que você interfere em nossas questões domésticas? Nós seguimos o Direito e a lógica, linhas da história e respeitamos identidades, diferenças. Isso não é uma questão americana. Não é?

3 - Eu tenho certeza de que a linha de separação entre os americanos e a elite política americana é bastante profunda. Qualquer americano honeste que estude calmamente o caso chegará à conclusão: "que eles decidam por si mesmos. Nós não somos similares a esses estranhos e selvagens russos, mas que eles sigam seu próprio caminho. E nós seguiremos o nosso". Mas a elite política americana tem outra agenda: provocar guerras, se intrometer em conflitos regionais, incitar o ódio entre diferentes grupos étnicos. As elites políticas americanas sacrificam o povo americano em causas que estão distantes de vocês, que são vagas, incertas e finalmente muito ruins.

4 - O povo americano não deve escolher estar com os ucranianos (russos ocidentais) ou com os russos (grão-russos). Não é essa a questão. Estejam com a América, a América real, com seus valores e seu povo. Se ajudem e nos deixem ser quem somos. Mas a elite política americana toma as decisões no seu lugar. Ela mente para vocês, ela os desinforma. Ela mostra fotos falsas e eventos ensaiados com explicações completamente imaginadas e comentários imbecis. Eles mentem sobre nós. E eles mentem sobre vocês. Eles dão a vocês uma imagem distorcida de si mesmos. A elite política americana roubou, perverteu e falsificou a identidade americana. E eles nos fazem odiá-los e eles os fazem nos odiar.

5 - Essa é minha idéia e sugestão: vamos odiar a elite política americana juntos. Lutemos com eles por nossas identidades - vocês pela americana, nós pela russa, mas o inimigo em ambos os casos é o mesmo - a oligarquia global que governa o mundo usando vocês e nos esmagando. Vamos nos revoltar. Vamos resistir. Juntos. Russos e americanos. Nós somos o povo. Nós não somos seus marionetes.

4 comentários:

  1. Grande esclarecimento sobre a realidade Ucraniana-Russa, o desenrolar de seu imbróglio e a manipulação ardilosa do império norte-americano. Ótima leitura!

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  2. Muito boa as análises. Vou compartilhar. abraços.

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  3. Ótimo panorama sobre a situação atual na Ucrânia. O pano de fundo histórico é (como quase sempre) fundamental para um correto entendimento da questão étnica e separatista que assola a região desde a independência do país. De fato, é pertinente o apelo para que os estadunidenses deixem de interferir tão profundamente na política interna de outros países.

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  4. Talentoso, esse Dugin! Mostrou de maneira brilhante o quão perversa e estúpida é a elite política americana. Oxalá, Dugin prossiga com a sua contribuição teórica, em favor da grande Rússia e do restante da humanidade.
    thelman madeira de souza

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