sábado, 18 de junho de 2016

Jeff Wallder - Perón ou Morte!

por Jeff Wallder



O general Juan Perón foi uma vez descrito como o único ditador do século XX que jamais fuzilou ninguém. Ele foi o excêntrico presidente argentino do pós-guerra que enfrentou os grandes latifundiários, os grandes empresários, juntas militares, multinacionais globais e o governo americanoa para poder redistribuir a riqueza de seu país de forma mais justa entre os trabalhadores argentinos.

Durante seu período no poder foi criado o sistema público de saúde, a previdência social foi tornada universal, a educação se tornou gratuita, e os trabalhadores (e estudantes trabalhadores) receberam férias pagas pela primeira vez e resorts especiais foram construídos que ofereciam temporadas de 2 semanas por 15 centavos o dia a trabalhadores.

Mesmo quando forçado a sair da presidência e a ir ao exílio em 1955, Perón manteve sua influência sobre a política governamental através de seus descamisados no sindicato CGT e sucessores simpáticos a quele que governaram em sua ausência forçada antes de seu retorno triunfante a Buenos Aires em 1973.

As reformas sociais de Perón lhe garantiram a lealdade e afeição duradouras de uma enorme camada do povo argentino em uma escala inconcebível hoje. Mesmo em 2013, quase 40 anos após sua morte, quatro de cada cinco dos maiores partidos políticos do país se descreviam como peronista.

A "doutrina justicialista" de Juan Perón foi inspirada pelo socialismo sindical do Estado Corporativo de Mussolini durante a visita pré-guerra à Itália e Alemanha. Mas apesar de na década de 60 ele se referir a seu credo econômico como "nacional-socialismo", Perón sempre manteve sua distância do fracasso do fascismo europeu. Sua maior perícia pessoal foi a habilidade extraordinária de controlar e manipular facções rivais dentro do movimento peronista, e os utilizou para avançar sua agenda em prol do bem-estar da nação argentina.

Evita!

Porém, mencionem "Perón" fora da América do Sul hoje e as pessoas pensam instintivamente em Eva Perón, a ex-atriz que se tornou a segunda esposa de Juan Perón. Conhecida universalmente como Evita, ela foi a principal defensora sul-americana pelos direitos das mulheres e crianças e trabalhou incansavelmente em seu favor até sua morte prematura em 1952. Este ícone da feminilidade argentina, que deu às mulheres o voto e o benefício de maternidade pela primeira vez, e sua Fundação Eva Perón, foi reverenciada sem precedentes em casas da Patagônia ao Rio da Prata.

Estranhamente, este eclipse parcial de Juan Perón na percepção moderna por sua bela e eloquente esposa se deve parcialmente a um famoso ex-sindicalista do oeste londrino. Uma tarde, ele ouviu dois jovens pretendentes a dramaturgos, Andrew Lloyd Weber e Tim Rice, discutindo uma ideia para um musical sobre Eva Braun, esposa de Adolf Hitler. Ao ouvir isso, o organizador se apoiou em uma mesa de café e lhes garantiu que se eles escrevessem um musical sobre a mulher de Hitler ninguém os apoiaria e suas carreiras musicais seriam curtas. Considerariam eles escrever um musical sobre Eva Perón, ele perguntou? O resto, como se diz, é história.

O Rei sobre a Água

Durnate o curso do período de Perón como Secretário do Trabalho e do Bem-Estar (1943-1946) e suas duas primeiras presidências (1946-1955), ele embarcou em um pacote radical de reformas econômicas baseadas na "Terceira Posição" do socialismo sindical. Ferrenhamente anticomunista, sua doutrina justicialista era igualmente oposta ao capitalismo. O justicialismo deu aos trabalhadores argentinos um enorme poder de controle na administração das empresas para as quais eles trabalhavam, e como acionistas eles recebiam uma parcela maior da riqueza que eles ajudavam a criar. Ao mesmo tempo, uma nova iniciativa de construção garantia que as escolas modernas e clínicas médicas fossem acessíveis para todos, e os vastos projetos habitacionais de baixa renda da Argentina deram lares para mais pessoas por ano do que qualquer outro país no mundo.

As reformas ambiciosas do general Juan Perón e sua esposa Evita não tiveram aprovação universal. Proprietários de terras e fábricas (e seus filhos oficiais nas Forças Armadas) entraram em aliança aberta com o governo americano projetada para causar a derrocada da administração peronista. O embaixador americano à Argentina, Spruille Braden, manteve uma campanha de hostilidade impiedosa ao regime seguindo a diretriz do Departamento de Estado dos EUA.

A oportunidade sorriu para os antiperonistas em 1955 após o governo argentino aprovar leis dando aos filhos ilegítimos os mesmos direitos que os filhos legítimos e insistir que a Igreja Católica pagasse impostos. O Vaticano respondeu com a excomunhão imediata de Perón. Isso enfureceu muitos descamisados e nas revoltas que se seguiram a Catedral de Buenos Aires e doze outras igrejas foram incendiadas. Perón ficou horrorizado com esse exagero.

A hora da espada veio em setembro de 1955. O exército em Córdoba entrou em revolta e a marinha bombardeou a capital, resultando na morte de 350 civis inocentes. A CGT pediu por uma milícia de trabalhadores armados para proteger Perón e a revolução sindicalista: a nação estava à beira da guerra civil. Em 20 de setembro, Perón, que apesar de seu estilo político agressivo não gostava de violência e do uso da força, decidiu poupar a nação de um banho de sangue inaudito. Ele foi para casa na Casa Rosada, colocou sua escova de dente e navalha em uma sacola e foi para o exílio, na Espanha, pelos próximos 18 anos.

Durante este tempo, Perón pode ter estado fora do governo, mas ele certamente não estava fora da arena política. Ele continuou a ser considerado o líder espiritual do Partido Justicialista e manteve a lealdade total da CGT. Uma grande parte de cada dia no exílio era passada recebendo funcionários do partido, discutindo estratégia política e controlando as facções conflitantes dentro do Movimento Peronista. A mais conhecida tática de Perón era sempre concordar absolutamente com a perspectiva de cada pessoa, e então ir em frente e fazer o que ele pretendia originalmente.

A Argentina sem Perón se tornou virtualmente ingovernável: líderes políticos e militares vieram e foram embora tão regularmente quanto as estações. Concessões conquistadas pelo trabalhador foram se erodindo e a insatisfação era ampla.

Em 1973, uma eleição foi realizada na Argentina na qual todos os partidos eram livres para participar (apesar de Perón não ter permissão para se fazer presente). Apesar de sua ausência de 18 anos, o Partido Justicialista de Perón emergiu como claro vencedor e seu candidato presidencial, Hector Campora, foi empossado em 25 de maio.

O primeiro ato de Campora foi aprovar leis aumentando todos os salários. Então, ele pegou um avião para Madri para escoltar Perón de volta à Argentina e sua terceira presidência.

O Retorno do General do Povo

Em junho de 1973, o Generalíssimo Franco se encontrou com Perón pela primeira e única vez para se despedir dele no Aeroporto de Madri. Dentro do avião com Perón e Campora estava uma comitiva de 150 pessoas. Essas inclíam peronistas veteranos, funcionários importantes do partido da época, dois políticos não-peronistas, um boxeador, um cantor de tango, uma modelo, um diretor de cinema, um historiador, um poeta, a terceira esposa de Perón, Isabella e seu guarda-costas croata. O corpo embalsamado de Evita também estava junto.

Em Buenos Aires, uma multidão de 1 milhão e meio de pessoas se reuniu no Aeroporto de Ezeiza, nas estradas contíguas e em cada ponto alto para saudar o retorno de seu campeão, foi a maior reunião política a céu aberto na história registrada. A multidão estava em um ânimo festivo: o sol raiou, bandas tocaram, havia cantoria e danças, um retrato de 30 metros de Perón foi erguido e vendedores vendiam cachorros quentes e limonada gelada. Então as coisas começaram a dar errado.

Dentro do Partido Justicialista havia dois movimentos juvenis: a "Juventude Peronista", de esquerda, e a "Juventude Peronista Sindical", de direita, entre os quais não havia amizade. Eles começaram a provocar um ao outro, um lado cantou "Perón, Evita, a Pátria Socialista", e o outro respondeu com "Perón, Evita, a Pátria Peronista". A minúscula diferença em palavras era demais para que suportassem e o contronto começou entre jovens peronistas fanáticos, a maioria dos quais nem havia nascido quando Perón havia governado pela última vez.

Então, armas apareceram dos dois lados e o tiroteio começou. Subitamente, atiradores de elite de outras facções peronistas se uniram à batalha objetivando eliminar seus próprios rivais odiados. A polícia tentou restaurar a ordem, corpos caíram de árvores e em meio ao "Massacre de Ezeiza", centenas de pombas brancas reservadas para a cerimônia de saudação foram soltas acidentalmente. Apoiadores segurando bandeiras declarando "Perón ou Morte" soltaram suas placas e correram por suas vidas. Até hoje, ninguém sabe exatamente quantos morreram, mas certamente foram centenas.

O avião de Perón teve que ser desviado para um aeroporto militar. Suprimindo sua raiva, ele dirigiu direto para a Casa Rosada desde onde ele aparecia de hora em hora para receber a adulação das massas imensas. Em sua primeira transmissão à nação, ele denunciou os "promotores de violência e de doutrinas estrangeiras" que haviam tentado infiltrar o Partido Justicialista. Ele então expôs sua "Visão Dourada" para a nação, que era apoiada pelo Partido Radical, o segundo maior da Argentina. Três meses depois, ele foi empossado para seu terceiro mandato como presidente, com sua esposa Isabella, uma ex-dançarina de tango, como vice-presidente.

O Terceiro Mandato de Perón

Pelo resto de 1973 e a primeira metade de 1974, Perón começou a reestabelecer a sua doutrina justicialista. Mas seu tempo foi cada vez mais tomado pela restruturação do partido para livrá-lo da luta sectária entre os rapazes da esquerda e da direita. Um grande acordo comercial com Cuba e au tonomia para universidades rebeldes eram sinais de que Perón não havia perdido sua habilidade de surpreender os argentinos com novas iniciativas. Porém, sua maior surpresa ocorreu em 1 de julho de 1974, quando ele subitamente morreu de um infarto fulminante aos 78 anos de idade.

Isabella Perón assumiu como presidente, mas estava sob fortei nfluência da figura raputinesca de López Rega. Mesmo apoiada por seus poderes místicos, Isabella não podia se comparar a Evita ou Juan Perón. Em março de 1976, ela foi deposta por uma junta militar que imediatamente iniciou uma selvagem campanha de sangria que ignorou todas as formalidades judiciais. Nenhuma distinção foi feita entre terroristas e peronistas, e mais de 9 mil argentinos foram assassinados ou desapareceram.

Mas o peronismo sobreviveu até mesmo a isso. Novamente, o Partido Justicialista começou a recuperar ímpeto até que em 1989 seu candidato Carlos Menem foi eleito presidente: um posto mantido por 10 anos.

Como a história se lembrará de Juan Perón? Seu biógrafo definitivo, Joseph Page, dá sua resposta: "Ele legitimou as aspirações de milhões de argentinos anteriormente excluídos da vida civil. Ele deu aos trabalhadores uma auto-consciência duradoura...trouxe bem-estar para os pobres, e permitiu às mulheres ver nos papeis que ele atribuiu a sua segunda e terceira esposas novas possibilidades de realização. Neste sentido, ele se afastou do enraizado machismo de seus compatriotas.

"Ele era também, no fundo, um pacifista...uma curiosa contradição na essência de sua natureza. Ele rejeitava patentemente a violência como instrumento de Estado...é inegável que o homem outrora considerado o Hitler da América do Sul jamais levaria seu país a uma guerra".

"Harry Morley" voa para a Argentina

Em 31 de outubro de 1950, o voo BA351 da BOAC levantou do Aeroporto de Londres e chegou a Buenos Aires às 19:40 do dia seguinte. Segundo a lista de passageiros, havia um "Harry Morley" no avião.

Porém, seu nome não enganou o MI5. Tão cedo quanto 9 de outubro eles haviam pego a partir de um grampo telefônico no QG do Movimento da União que Alf Flockhart, um dos secretários políticos de Oswald Mosley, estava marcando um bilhete aéreo para a Argentina para ele, e que "Harry Morley" estaria na lista de passageiros.

O MI5 imediatamente enviou uma lista com 8 dos principais apoiadores de Mosley na Argentina e em outros lugares da América do Sul para o SIS e em 26 de outubro informou o Ministério de Relações Exteriores.

Ao chegar a Buenos Aires, Mosley foi entrevistado e disse que sua visita estava somente ligada à venda de livros na Argentina e no Chile e que ele estaria ficando com amigos. Uma mensagem enviada pela embaixada britânica a Londres em 4 de novembro comentava que a visita de Mosley havia sido bastante divulgada na imprensa argentina que afirmava que ela havia sido instigada por membros do governo argentino. Porém, a embaixada acreditava que isso não parecia ser o caso, não havia qualquer indicação de algum interesse governamental argentino e depois a imprensa passou a dizer que ele era um visitante inconveniente.

Em 17 de novembro, o señor Pombo da embaixada argentina em Londres foi levado para jantar por alguém do Ministério de Relações Exteriores e ele "confirmou" que Mosley estava apenas se encontrando com certos alemães. Depois, o MI5 reportou que Mosley voltou para a Grã-Bretanha no Aeroporto Hurn em 26 de novembro, tendo passado 2 dias na Espanha.

A visita de Mosley de 1 mês na Argentina foi mencionada por muitos jornais britânicos e americanos, incluindo o semanário "União", do Movimento da União. Nenhum deles indicava que Mosley estaria indo se encontrar com o presidente Juan Perón.

Mas apesar de todos os seus grampos e interceptações, o MI5 e o Ministério de Relações Exteriores foram enganados. Mosley realmente se encontrou com Perón que, se tivesse sido sabido, poderia ter seriamente atrapalhado as negociações argentinas por preços de carne mais elevados com o governo trabalhista britânico, que considerava Mosley seu inimigo mortal. Subitamente, a "garantia" do señor Pombo e a rápida mudança de tom da imprensa argentina pode ser vista como um plano orquestrado de desinformação do governo Perón.

Mas como sabemos que Mosley e Perón se encontraram? E qual foi o motivo?

O Acordo Mosley-Perón

O primeiro indício do encontro veio três meses após a queda de Perón em 1955. O "European Stars and Stripes", o jornal do exército americano de ocupação na Europa, reportou que investigadores da nova junta argentina haviam atacado a casa de Hans Ulrich Rudel, que havia acabado de fugir para o Paraguai.

Rudel era o antigo ás da Luftwaffe que sozinho destruiu 532 tanques soviéticos, 2 cruzadores e um navio de batalha. Após a guerra, ele havia se mudado para a Argentina, trabalhando como piloto de testes da Fábrica de Aviões Militares de Córdoba, junto do ex-comandante Adolph Galland.

Entre os doucmentos de Rudel deixados para trás estavam cartas sobre os encontros realizados na Argentina alguns anos antes entre Rudel e Perón (indicando concordância completa em questões políticas), Rudel e Oswald Mosley, e Oswald Mosley e Perón. Porém, como o "European Stars and Stripes" não era muito lido pelos britânicos, a revelação passou despercebida.

Mosley não mencionou o encontro com Perón em sua autobiografia 'Minha Vida'. Mas na biografia de Robert Skidelsky, 'Mosley', publicada em 1975, o ano da morte de Perón, há uma breve menção confirmando que eles se encontraram. O falecimento do presidente havia liberado Mosley do voto de segredo que ele havia observado estritamente mesmo que a razão para ele houvesse passado há muito tempo.

Mas o que Mosley e Perón discutiram em seu encontro na Casa Rosada em 1950, sem o conhecimento do MI5 e do Ministério de Relações Exteriores da Grã-Bretanha?

Hans Ulrich Rudel contou a história de suas incríveis experiências de guerra em "Piloto Stuka", uma biografia best-seller distribuída pela Editora Euphorian do Mosley. Os investigadores do governo da junta, como reportado no "European Stars and Stripes", notaram que em seu encontro Mosley havia pedido a Perón permissão para que Rudel visitasse a Europa para promover seu livro que isso havia sido acordado. Mas na mente de Mosley havia uma questão muito mais importante na agenda.

Desde a guerra ele havia defendido uma Europa Unida autossuficiente contendo toda a capacidade industrial, energética, material e alimentar necessária para proteger sua economia do trabalho barato do Terceiro Mundo. Para uma autarquia completa, isso também incluiria a "Europa Ultramarina" para englobar o Canadá, a Australásia e parte da África do Sul. Mas isso não era tudo, Mosley visualizava a inclusão dos países pró-europeus da América Latina em uma única "Europa Nação". Para começar, isso incluiria Argentina, Uruguai e Chile.

Eu lembro de suas palavras sobre o tema faladas há 50 anos para uma audiência popular na Prefeitura de Kensington: "E é lá na América do Sul, também, que apenas duas coisas realmente importam. Uma é o comunismo, e a outra é nossa grande ideia europeia!" Os aplausos que se seguiram devem ter chegado até o Royal Albert Hall..

A busca de Perón por unidade política com outros países da América do Sul começou logo no primeiro ano de sua segunda presidência, quando ele defende publicamente a união econômica entre Argentina, Chile e Brasil. Ele considerava uma confederação de Estados latinos como a única maneira de conseguir um desenvolvimento livre da dominação pelo imperialismo capitalista ou comunista. Em uma visita ao Chile em 1953 ele foi ainda mais longe: "Eu acredito que uma unidade chileno-argentina, uma unidade completa e não uma feita pela metade, deve se tornar total e imediata. A simples unidade econômica não será suficientemente forte".

Como primeiro passo para uma América do Sul Unida, acordos sobre os princípios da união foram assinados por Perón com o Chile, o Equador, a Nicarágua e o Paraguai, este até o tornou cidadão honorário. O presidente Vargas do Brasil, admirador de Perón, também se declarou em favor da unidade continental. Como sabemos, a união política permaneceria um sonho: golpes e crises internas logo ocuparam as energias de seus líderes. Mas como o biógrafo de Perón Joseph Page resumiu: "Perón foi o único líder latino a promover vigorosamente a união e ele o fez até o dia de sua morte".

Perón estava tentando fazer pela América do Sul o que Mosley queria fazer pela Europa. Isso certamente teria sido o principal tópico de discussão no encontro secreto entre Perón e Mosley: um no qual eles estariam em completo acordo.

Os dois homens continuaram a se manter em contato pelos anos seguintes, ainda que não esteja confirmado que eles tenham se encontrado novamente. Mas mesmo enquanto escrevo essas palavras, uma carta assinada por Perón no exílio dirigida ao escritório de Mosley apareceu na internet onde se lê: "Eu vejo agora que temos amigos em comum aos quais dou muito valor, algo que me faz reciprocar ainda com mais força as suas expressões de solidariedade... eu ofereço meus préstimos e um forte abraço". - assinado Juan Perón, Hotel Pinar, Málaga, Espanha, 20 de fevereiro de 1960.

Oswald Mosley e Juan Perón vieram de origens inteiramente diferentes, mas eles partilhavam de muitas crenças fundamentais. Ambos defendiam a "Terceira Posição" em economia. Ambos queriam unificar seus continentes e vislumbravam que a civilização, valores e cultura europeus passariam por um renascimento histórico. E ainda que, quando cercados, lutassem como leões, ambos iriam até os limites consistentes com a honra para evidar derramamento de sangue e guerra.

Mais do que nunca tais homens são necessários em uma era na qual pigmeus políticos disputam para descer a níveis ainda mais baixos de corrupção, covardia e mediocridade.


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