terça-feira, 25 de outubro de 2016

A Arte de Edmund Blair Leighton

por Marcosv

A fruição da beleza da arte tem um significado estético, um talismã sagrado, um símbolo mítico, pois faz o homem entrar em contato com a verdade, pois ela está inseparavelmente unida com o belo. Com o advento da modernidade ocorreu um grande assalto da matéria inerte (sem espírito) sobre a matéria viva (com espírito) e na dissolução de toda forma de tradição.

A arte sempre serviu como a forma de comunicação do sagrado e puro, e alguns artistas pegam memórias do tempo e as congelam em suas pinturas permitindo que outros possam apreciar o passado. O artista no presente artigo é o inglês Edmund Blair Leighton, nascido 21 de setembro de 1852 (signo de virgem), conhecido por retratar o período europeu medieval, a cavalaria, os mitos arturianos, a interação homem-mulher em gestos românticos e a tradição cristã. 

Edmund provém de uma linhagem artística, o que poderia explicar suas tendências naturais para a arte. Seu pai era um jovem promissor no meio da arte, sua mãe veio de uma longa linhagem de editores de músicas.

Aos três anos de idade seu pai faleceu e sua mãe abriu uma escola voltada para as meninas para sustentar a família. No entanto, ela não achava que aquele era um ambiente propício para seu filho receber educação, então, ele foi enviado para estudar em St. Johns Woods (distrito noroeste de Londres), onde ele relatou ter tido uma péssima educação com comidas precárias e ser extremamente infeliz. Aos 12 anos, ele estudou na University Collage School, onde completou seus estudos aos 15 anos de idade. 

Embora fosse um prodígio nato, desenhando desde tenra idade, ele não foi capaz de exercer sua arte em tempo integral, tampouco trabalhar com ela. Depois de trabalhar por muito tempo num negócio de chás, ele conseguiu economizar dinheiro o suficiente para prosseguir em sua formação artística. Ele iniciou seus estudos noturnos na Escola de Arte de Heatherley, antes de ganhar uma vaga para um programa de cinco anos na Academia Real Inglesa. Lá ele foi capaz de conhecer e estudar a partir dos principais acadêmicos da época. No início de sua carreira, para ganhar uma renda extra, Edmund fez ilustrações para algumas editoras e revistas.

Posteriormente, começou a ganhar mais notoriedade e não demorou para o mesmo começar a frequentar círculos artísticos de grande estima na cidade, sendo consagrado membro do Langham Sketch Club, e depois tendo a honra de tornar-se seu presidente. 

Sua carreira atingiu o pico máximo por volta do final do século XIX, onde ali ele pintou a maioria de suas grandes obras.

Seus trabalhos parecem ter um lugar especial no coração de muitas pessoas, embora muitos sequer conheçam o artista por trás da obra. Suas representações de eras passadas trazem um sentimento reconfortante de um mundo diferente do atual, onde o mito e realidade se unificavam. A riqueza de detalhes, as cores vivas, sentimentos e a paixão exposta em suas obras torna qualquer um poeta ao descrevê-las. Quando vemos suas obras, torna-se evidente que ele capta uma certa qualidade que atinge o núcleo das emoções humanas.

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